maioridade penal

Redução da maioridade penal avança na Câmara dos Deputados

Comissão especial será instalada para analisar PEC

IPolítica, com informações do G1

Redução da maioridade penal avança na Câmara dos Deputados (Lula Marques / Agência Brasil)

BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados deve instalar na tarde desta quarta-feira (12) uma comissão especial para analisar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Atualmente o artigo 228 da Constituição Federal prevê que pessoas menores de 18 anos são penalmente inimputáveis e estão sujeitos às regras da legislação especial. A comissão vai debater o conteúdo da proposta e só depois o texto vai ao plenário, onde precisará do apoio de, no mínimo, 308 deputados em dois turnos de votação. Se for aprovada na Câmara, a redução da maioridade deverá ser votada no senado.

Após a criação da comissão especial e a indicação dos seus integrantes pelos líderes dos partidos, o colegiado terá um prazo inicial de 10 sessões do plenário para que os parlamentares apresentem emendas ao texto.

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Ao final desse período, o parecer do relator já pode ser votado no colegiado. O prazo máximo de funcionamento da comissão especial é de 40 sessões do plenário. Se a proposta não for analisada, o presidente da Câmara pode decidir levar o texto diretamente ao plenário.

Argumentos favoráveis e contrários a PEC

Durante a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em junho deste ano, governistas argumentaram que a PEC desfigura um dos direitos e garantias fundamentais da Constituição, trecho que não poderia ser alterado por emenda por ser considerado cláusula pétrea. Já o relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT) afirmou que a discussão da PEC não gera nenhum tipo de violação e não afronta a Constituição e tratados internacionais ratificados pelo Brasil.

“Não há violação em discutir-se a redução da idade penal. A imputabilidade penal aos 16 anos não configura, por si, afronta a tratado internacional de direitos humanos ratificado pelo Brasil, desde que preservados os direitos fundamentais do menor no processo penal, notadamente o tratamento distinto dos adultos”, disse.

A discussão sobre a redução da maioridade penal foi retomada após ser incluída na PEC DA Segurança Pública. A proposta com alterações foi originalmente apresentada pelo Governo Federal sem o dispositivo. O texto foi levado à votação sem o trecho que previa a mudança. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos - PB) disse à época que a discussão da redução maioridade penal seria realizada em um texto separado.

 

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