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Nas confusões da Federação União Progressista, Rildo foi o maior derrotado

Após trair o grupo palaciano que o ajudou a se eleger prefeito de Imperatriz, Rildo viu irmão e esposa serem rifados da disputa eleitoral em 2026.

Ipolítica

Rildo Amaral esqueceu do apoio de Eduardo Braide a sua adversária na disputa pela prefeitura de Imperatriz, em 2024, e declarou apoio ao candidato do PSD (Divulgação)

SÃO LUÍS - Um dos defeitos mais detestado na política é a traição. No Maranhão, existem políticos que têm como marca exatamente esta característica tão repulsiva no meio político. Não é somente uma mudança de lado em uma eleição. A traição é vista como algo mais profundo que se equipara a ingratidão. E é desta forma que o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), tem sido considerado pelo grupo palaciano e as consequências chegaram para ele.

Em 2024, durante o segundo turno das eleições municipais em Imperatriz, o então prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), já reeleito, correu para a segunda maior cidade do Maranhão para declarar apoio a candidata do PL, Mariana Carvalho. Ela disputava com Rildo Amaral, que recebeu todo o apoio do grupo palaciano que não queria a vitória de Mariana para ela não apoiar Braide numa disputa para o governo.

Acontece que, menos de dois anos, Rildo Amaral - eleito prefeito de Imperatriz com toda a estrutura e força do Palácio dos Leões - esqueceu que Braide apoiou sua adversária, deixou a base do governo e declarou apoio ao candidato do PSD.

Claro que não foi de graça. Para Amaral, o candidato ao Senado, André Fufuca (PP), prometeu a primeira suplência para a esposa do prefeito, Perla Amaral.

Acontece que Rildo fez tudo isso sem se atentar que a esposa e o irmão, Flamarion Amaral (PV), são filiados a partidos da base do governo. E sendo assim, correria o sério risco de retaliações. E elas vieram. O PV não deu legenda para Flamarion ser candidato a deputado e o União Brasil negou a legenda para Perla compor com Fufuca.

No lugar da esposa do prefeito, Fufuca fechou com Juscelino Filho (PSDB) que indicou o sogro, Fernando Fialho (PSDB) e assim garantindo a coligação da Federação União Progressista com a Federação PSDB/Cidadania.

As decisões do União Brasil partiu de Pedro Lucas Fernandes, presidente estadual da legenda, que não pode levar a federação para seu candidato ao governo, Orleans Brandão, mas puniu a traição de Rildo Amaral, que agora pode se manter no apoio a Braide, mas totalmente “de graça”.

Das derrotas nas confusões da Federação União Progressista o maior derrota, sem dúvida, foi Rildo Amaral, que foi punido pela sua traição.


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