COLUNA
Ronaldo Rocha
Ronaldo Rocha é jornalista de política do Grupo Mirante. Atua no Imirante e na Mirante News FM.
Opinião

O silêncio de Esmênia sobre o caos no Hospital da Criança

Chefe do Executivo ainda não se manifestou sobre mortes de crianças em unidade de saúde, e graves denúncias do Ministério Público.

Ipolítica

Atualizada em 14/07/2026 às 11h13
Esmênia Miranda é prefeita de São Luís (Leonardo Mendonça/ Câmara Municipal de São Luís)

SÃO LUÍS - Desde as últimas horas desta segunda-feira (13), quando veio à tona por meio de reportagem da TV Mirante o caos que está instalado no Hospital da Criança - com aumento expressivo de mortes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e suspeitas de inúmeras irregularidades em contrato apontadas pelo Ministério Público -, a chefe do Executivo, prefeita Esmênia Miranda, tem silenciado sobre o tema.

Presente nas redes sociais com publicações diárias que mostram a sua rotina e ações do município em diversos setores da administração pública, Esmênia ainda não se manifestou sobre a situação gravíssima que já atingiu centenas de famílias de São Luís e de outros municípios.

O silêncio não é uma opção

O problema é que, na posição em que ela ocupa, de chefe do Executivo, o silêncio não é uma opção. Fugir de questionamentos e críticas, sendo estas ácidas ou não, não é razoável. 

Crianças morreram. Há denúncias gravíssimas de negligência; falta de insumos; baixa na qualidade técnica de UTI daquele hospital; carência de especialistas; e ausência de um protocolo bem definido para evitar óbitos. 

E tudo isso não pode ser encarado como algo normal.

Muito menos ser ignorado pelo silêncio de quem deve dar respostas concretas à população.

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Perfil da Prefeitura censurou comentários

Não se pode acreditar que algo está resolvido, após uma nota seca e institucional ter sido publicada no perfil da Prefeitura no Instagram, com cometários censurados pela gestão da prefeita.

Aliás, cabe a pergunta: por que censurar comentários em publicação que trata de um tema tão delicado e importante?

Cabe a quem comanda uma cidade, e define o destino de toda uma população, se posicionar diante de situações difíceis. 

O cargo por si só, exige estatura de quem o ocupa. 

O silêncio de quem comanda a máquina pública num momento como esse, pode ser interpretado como desrespeito às famílias que perderam seus filhos naquele hospital.

Coragem é essencial

É preciso ter coragem para enfrentar o tema de frente.

Mas, mais do que coragem, é preciso ter sensibilidade e senso de responsabilidade.

Toda gestão enfrenta problema. E problemas continuarão ocorrendo para que, quem dispõe de prerrogativa, consiga corrigi-los.

Essa é a missão de quem escolhe cuidar do povo…  


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