Judiciário

TJMA informa suspensão de pagamentos acima do teto constitucional

Atual administração do Tribunal suspendeu valores que ultrapassam o limite constitucional até definição do Supremo; pagamentos analisados foram autorizados durante a gestão do desembargador Froz Sobrinho.

Ipolítica

Sede do Tribunal de Justiça do Maranhão (Divulgação/ TJMA)

SÃO LUÍS - O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) informações detalhadas sobre as medidas adotadas pela Corte estadual após a decisão que estabeleceu novos critérios para aplicação do teto constitucional no serviço público.

Nos esclarecimentos apresentados aos ministros, o TJMA informou que a atual gestão, conduzida pelo desembargador Ricardo Duailibe, determinou a suspensão dos pagamentos que ultrapassam o teto constitucional até que o Supremo fixe um entendimento definitivo sobre o tema.

Determinação do STF

A medida foi adotada em cumprimento à determinação do STF e como forma de garantir segurança jurídica diante da discussão nacional envolvendo o pagamento de determinadas verbas remuneratórias e indenizatórias no âmbito do Judiciário brasileiro.

A manifestação encaminhada pela atual administração também esclareceu situações autorizadas anteriormente no Tribunal, durante a gestão do desembargador Froz Sobrinho.

Entre os casos analisados está o pagamento de aproximadamente R$ 270 mil identificado no contracheque de um magistrado. Segundo as informações apresentadas ao Supremo, trata-se de uma situação pontual, decorrente de acúmulo de verbas reconhecidas administrativamente e não de uma prática atual da Corte.

Pagamentos acima do teto

Além desse episódio, outros seis casos de pagamentos acima do teto também foram identificados no levantamento encaminhado ao STF. O Tribunal explicou que os valores foram pagos com base em normas administrativas vigentes à época e regulamentações nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entendimento também apresentado por outros tribunais estaduais.

Ao assumir a Presidência do TJMA, o desembargador Ricardo Duailibe adotou as providências necessárias para adequar os procedimentos internos às novas diretrizes estabelecidas pelo Supremo, incluindo a suspensão preventiva dos pagamentos questionados até decisão final da Corte.

O debate no STF envolve uma mudança de interpretação sobre verbas que historicamente eram pagas por diferentes tribunais do país com base em regras administrativas então vigentes.

Com as medidas adotadas, o TJMA informou ao Supremo que segue cumprindo integralmente as determinações judiciais e aguardará a definição final da Corte para aplicação dos novos parâmetros.

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