Operação da Polícia Federal

PF mira fraude no Seguro-Defeso no Maranhão com prejuízo de R$ 3,7 milhões

Operação Fake Fisher investiga suspeita de concessão irregular de 552 benefícios e prejuízo estimado em R$ 3,7 milhões aos cofres públicos.

Imirante.com

Atualizada em 07/07/2026 às 12h48
Ao todo, 18 policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em residências e escritórios profissionais dos investigados, em São Luís.

SÃO LUÍS – A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (7), em São Luís, a Operação Fake Fisher, que investiga um esquema suspeito de fraudar pedidos de Seguro-Defeso no Maranhão. Segundo as investigações, o prejuízo estimado aos cofres públicos é de cerca de R$ 3,7 milhões.

A ação foi conduzida pela Força-Tarefa Previdenciária no Maranhão e contou com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, vinculada ao Ministério da Previdência Social.

Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp

De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura indícios de concessão irregular de benefícios destinados a pescadores artesanais profissionais durante o período de piracema, quando a pesca é proibida para garantir a reprodução das espécies.

Esquema teria simulado vínculos com a pesca artesanal

Segundo a investigação, um escritório de advocacia e agenciadores seriam responsáveis por captar beneficiários em grande quantidade para simular vínculos com a pesca artesanal. A suspeita é de que essas pessoas fossem incluídas em pedidos de Seguro-Defeso de forma irregular, sem preencher os requisitos legais para receber o benefício.

Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal em São Luís.

Ainda conforme a Polícia Federal, o caso é um desdobramento da Operação Fake ID, realizada em 2023, que também apurou fraudes relacionadas a benefícios previdenciários e assistenciais.

Mandados foram cumpridos em São Luís

Ao todo, 18 policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em residências e escritórios profissionais dos investigados, na capital maranhense. Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil acompanharam as buscas, em razão do envolvimento de um escritório de advocacia entre os alvos da operação.

Segundo a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, o prejuízo estimado corresponde à concessão de 552 benefícios já identificados como suspeitos.

Investigados podem responder por três crimes

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o Instituto Nacional do Seguro Social, associação criminosa e falsificação de documento público.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos, detalhar a participação de cada um no esquema e verificar se houve a concessão de outros benefícios de forma irregular.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.