SÃO LUÍS – Uma unidade de saúde localizada no bairro Renascença, em São Luís, foi parcialmente interditada na manhã desta sexta-feira (26), após fiscalização do Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Segundo a Promotoria de Defesa dos Direitos do Consumidor, o local não apresentava condições adequadas de funcionamento, o que levou ao fechamento de setores da área hospitalar.
A inspeção foi realizada após denúncias recebidas pelo Ministério Público e contou com apoio do Corpo de Bombeiros, da Vigilância Sanitária, do Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) e do Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA).
Fiscalização encontrou falhas em setores críticos
Durante a vistoria, os órgãos identificaram diversas irregularidades na unidade. Por causa dos problemas, foram interditados o centro cirúrgico, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, a farmácia central e o 4º andar do prédio.
De acordo com a promotora Líia Cavalcante, o Corpo de Bombeiros também constatou problemas na rota de fuga da unidade, o que reforçou a decisão de interdição parcial.
Medicamentos vencidos e sinais de abandono
Segundo a promotora, as situações mais graves foram encontradas na farmácia central, onde havia medicamentos vencidos, e no centro cirúrgico e na UTI neonatal, onde a equipe encontrou mofo, sinais de abandono e materiais fora do prazo de validade.
Todas as salas de cirurgia foram interditadas. A área de assepsia também foi fechada. Conforme o Ministério Público, a parte hospitalar da unidade não tem condições de funcionar neste momento.
“A parte hospitalar não tem condições. É perigoso receber qualquer tipo de paciente em um lugar com mofo, ácaro e esse tipo de desorganização”, afirmou a promotora.
Área ambulatorial segue em funcionamento
A área ambulatorial, que funciona no térreo, não foi interditada. Segundo Líia Cavalcante, não foram encontrados problemas nesse setor, e os consultórios seguem funcionando normalmente.
A promotora afirmou que a unidade tem boa estrutura física, mas enfrenta falhas graves de funcionamento. Para ela, a situação expõe pacientes e profissionais a riscos.
“Para quem está com a saúde vulnerável, é muito perigoso. Por isso, hoje, a parte hospitalar está fechada”, declarou.
Lixo infectante chamou atenção da fiscalização
Do lado de fora da unidade, a fiscalização encontrou acúmulo de lixo hospitalar infectante. Segundo a promotora, a administração já havia sido notificada anteriormente sobre o problema, mas não adotou providências.
“O primeiro lugar que eu fui foi o acúmulo de lixo hospitalar, lixo infectante, que já estava quase da minha altura”, disse.
Órgãos cobram providências da administração
Ainda de acordo com Líia Cavalcante, o Ministério Público, o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária, o Conselho Regional de Medicina e o Conselho Regional de Enfermagem já haviam solicitado posicionamento e providências à administração da unidade, mas não receberam resposta.
A administração da unidade ainda não se manifestou sobre as irregularidades apontadas pela fiscalização.
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