Saúde

Falta de somatropina prejudica tratamento de mais de 14 mil pacientes no Maranhão

Desabastecimento na FEME gera incerteza para famílias; nova remessa para combater a falta de somatropina deve ser distribuída até o início de julho.

Imirante, com informações do g1 MA

Atualizada em 24/06/2026 às 01h44
A somatropina é uma versão sintética do hormônio do crescimento humano. (Reprodução / TV Mirante)

SÃO LUÍS - Pacientes maranhenses que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrentam graves dificuldades para obter o medicamento somatropina na Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados (FEME). O desabastecimento afeta diretamente 14.191 pessoas cadastradas no estado, que agora dependem de informações sobre a normalização dos estoques para não interromperem tratamentos vitais.

A somatropina, versão sintética do hormônio do crescimento humano, é essencial para crianças com condições como a síndrome de Prader-Willi. Nestes casos, o fármaco atua no desenvolvimento da musculatura, força e mobilidade. Sem a medicação, pacientes enfrentam a perda de massa magra e o comprometimento da agilidade, fatores críticos para quem possui hipotonia severa.

Impactos da interrupção do tratamento

O tratamento contra a falta de somatropina natural no organismo deve ser contínuo, com aplicações diárias calculadas conforme o peso de cada paciente. A interrupção das doses, que podem custar mais de R$ 200 cada na rede privada, compromete os resultados alcançados e pode até paralisar a velocidade de crescimento durante fases cruciais do desenvolvimento ósseo.

Especialistas alertam que a suspensão por semanas ou meses representa a perda do estímulo necessário enquanto o corpo ainda está em fase de maturação. Relatos de mães indicam que a falta de somatropina já perdura por dois meses, deixando famílias em estado de alerta diante do fim das últimas doses estocadas em casa.

Previsão para normalizar a falta de somatropina

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a falta de somatropina no Maranhão decorre de problemas no repasse feito pelo Ministério da Saúde. Uma nova remessa é aguardada para chegar ao estado no dia 13 de junho, com a previsão de que a distribuição aos pacientes seja regularizada até o dia 2 de julho.

O Ministério da Saúde, por sua vez, confirmou o envio de mais de 181 mil doses do tipo 12 UI, volume que deve atender à demanda local por cerca de cinco meses. Contudo, houve uma divergência sobre a dosagem de 4 UI: a pasta federal alegou que a SES não realizou o pedido necessário para o segundo e terceiro trimestres deste ano, o que pode prolongar a ausência do medicamento nesta apresentação específica.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.