Operação Domínio Paralelo

Operação desarticula núcleo de facção criminosa em São Luís

Ação da SEIC e Gaeco mirou integrantes do Comando Vermelho que praticavam extorsão e lavagem de dinheiro na comunidade Península do Ipase.

Imirante, com informações do MPMA

Atualizada em 21/06/2026 às 01h07
O alvo principal da Operação Domínio Paralelo foi a comunidade Península do Ipase. (Divulgação / MPMA)

SÃO LUÍS - Uma ação conjunta entre a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) desarticulou, na última quinta-feira (18), um núcleo da facção criminosa Comando Vermelho em São Luís. Batizada de Operação Domínio Paralelo, a investigação mirou suspeitos de praticar extorsão, lavagem de dinheiro e exercer um domínio social estruturado.

O alvo principal da Operação Domínio Paralelo foi a comunidade Península do Ipase, popularmente conhecida como "Poeirão", localizada na região do Bequimão. Segundo as autoridades, os criminosos impunham regras rígidas e constrangiam moradores para obter vantagens econômicas ilícitas.

Investigação revela extorsão e controle territorial

De acordo com as apurações, o grupo exercia um controle territorial severo sobre a comunidade, submetendo os moradores a cobranças compulsórias mediante grave ameaça e intimidação. Um ponto que chamou a atenção dos investigadores na Operação Domínio Paralelo foi a profissionalização da lavagem de dinheiro: os valores arrecadados com as extorsões eram recebidos por meio de uma pessoa jurídica formalmente constituída.

Essa estrutura permitia à facção manter um poder paralelo, sustentado pelo controle social e pela exploração financeira de quem reside na área.

Resultados da Operação Domínio Paralelo

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram executados três mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, expedidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados de São Luís. No local, a polícia apreendeu aparelhos celulares, dispositivos eletrônicos e documentos que serão fundamentais para o aprofundamento das investigações e identificação de outros envolvidos.

A Operação Domínio Paralelo contou com a mobilização estratégica do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), vinculado à SEIC, com o apoio direto do Gaeco. Também participaram da ação equipes do Departamento de Combate a Crimes contra Instituições Financeiras (DCRIF) e do Grupo de Resposta Tática (GRT).

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