PREPARATIVOS FINAIS

SESI-MA leva equipes de robótica ao Canadá e à Coreia do Sul

Estudantes maranhenses representarão o Brasil em torneios internacionais após resultado histórico na FLL.

Imirante, com informações da assessoria

Equipes maranhenses vão representar o estado em competição internacional. (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS – Duas equipes de robótica da Escola SESI São Luís estão nos ajustes finais para representar o Brasil em competições internacionais no Canadá e na Coreia do Sul. Na sexta-feira (5), os estudantes participaram de um treino preparatório que simulou as condições encontradas nos torneios, incluindo desafios técnicos e situações de pressão semelhantes às vivenciadas durante as provas.

As equipes Unimate e Gipsy Danger conquistaram as vagas após ficarem entre as cinco melhores do país na modalidade First LEGO League (FLL), durante o Festival SESI de Educação, realizado em São Paulo. A Unimate disputará a Open International Canada Cup, a partir de 14 de junho, enquanto a Gipsy Danger participará da Korea Open Invitational, no fim do mês.

O Maranhão alcançou um resultado inédito na competição nacional. A Gipsy Danger conquistou o 3º lugar na categoria Projeto de Inovação e garantiu vaga para o torneio na Coreia do Sul. Já a Unimate alcançou o 5º lugar no ranking de Desempenho do Robô, ficou em 4º lugar na categoria Champions Award e assegurou participação na competição do Canadá.

Segundo o coordenador de Robótica do SESI Maranhão, Pedro Henrique Carvalho, a preparação das equipes foi intensificada desde a classificação para os torneios internacionais. “A expectativa é a melhor possível. Estamos falando de alunos que já enfrentam desafios ligados à engenharia, à programação e à inovação em um ambiente de alta competitividade. Confiamos muito na capacidade desses estudantes e no trabalho que vem sendo desenvolvido pelo SESI”, afirmou.

O treino reuniu estudantes, técnicos e gestores da instituição para testar estratégias, apresentações e o desempenho dos robôs desenvolvidos pelas equipes. Segundo o técnico da FLL, Antonino Medeiros, a preparação busca reproduzir situações reais de competição. “A gente traz esse momento para ver como eles se saem sob pressão. Pode acontecer de uma programação dar errado e eles precisarem corrigir na hora. Então esse é o momento de prepará-los para essas situações”, explicou.

Antonino destaca que o resultado obtido neste ano é o melhor da modalidade para o SESI Maranhão nos últimos anos. “Vamos representar o Brasil no Canadá e na Coreia do Sul. A expectativa é conquistar títulos e prêmios e fazer uma grande participação”, disse.

Além dos treinamentos técnicos, os estudantes também intensificaram a preparação em inglês, idioma utilizado nas apresentações e avaliações internacionais. “O trabalho dos projetos já está desenvolvido. Agora, o principal desafio é preparar os alunos para apresentar, responder perguntas e interagir em inglês durante a competição”, ressaltou Pedro Henrique.

Equipe Unimate e Gipsy Danger se preparam para competições. (Foto: Divulgação)

Para os estudantes, a reta final de preparação é marcada pela expectativa da viagem e pelo reconhecimento do caminho percorrido até a classificação. Integrante da equipe Unimate, Ana Letícia dos Santos Quintanilha, de 15 anos, participará pela primeira vez de uma competição internacional. “Estou muito ansiosa porque essa é nossa última semana de preparação e já viajamos na próxima semana. Tenho muito orgulho de todo o processo que vivemos para conquistar essa vaga”, afirmou.

Já para Agnes Rafaela de Sousa Aguiar, de 14 anos, da equipe Gipsy Danger, a experiência internacional não é novidade. No ano passado, ela participou de uma competição na Califórnia, nos Estados Unidos. Agora, o desafio será na Coreia do Sul. “É sempre muito interessante conhecer como outras equipes trabalham. Além da competição, a gente aprende sobre outras culturas e vive experiências que levamos para a vida toda”, contou.

Para a superintendente regional do SESI Maranhão, Regina Sodré, os resultados refletem o papel da educação tecnológica na formação dos jovens. “Essas conquistas refletem o compromisso do SESI com uma educação que vai além da sala de aula. A robótica estimula habilidades técnicas e socioemocionais fundamentais para o futuro profissional dos estudantes e mostra que o Maranhão tem talentos preparados para competir e se destacar em qualquer lugar do mundo”, afirmou.

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