Universidade Ceuma

Ceuma lança II Torneio do Júri Simulado; "O Crime da Baronesa" será caso temático da competição

O lançamento oficial da competição, que deve ocorrer em outubro, reuniu estudantes, professores, operadores do Direito e representantes do sistema de justiça.

Publipost / Universidade Ceuma

Atualizada em 02/06/2026 às 16h38
O lançamento oficial do II Torneio do Júri Simulado do Ceuma foi realizado no dia 20 de maio, no Auditório Josué Montello, no Campus Renascença, em São Luís.

SÃO LUÍS - A Universidade Ceuma lançou o II Torneio do Júri Simulado do curso de Direito, uma competição acadêmica que reproduz, em ambiente educacional, o funcionamento de um julgamento realizado pelo Tribunal do Júri.

O lançamento oficial aconteceu no dia 20 de maio, no Auditório Josué Montello, no Campus Renascença, em São Luís, reunindo estudantes, professores, operadores do Direito e representantes do sistema de justiça.

Durante o encontro, importantes nomes do meio jurídico maranhense discutiram a prática penal, estratégias de atuação no júri e os desafios contemporâneos da advocacia criminal e da magistratura. A programação contou com a roda de conversa "Atuação no Tribunal do Júri" e a apresentação do caso temático "O Crime da Baronesa", que servirá de base para as atividades práticas da competição.

Participaram do evento o promotor de Justiça Sandro Carvalho Lobato de Carvalho, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Tribunal do Júri; o magistrado Rômulo Lago e Cruz; e o advogado e professor Sérgio Denys Jácome.

O lançamento oficial do II Torneio do Júri Simulado do Ceuma foi realizado no dia 20 de maio, no Auditório Josué Montello, no Campus Renascença, em São Luís.

A iniciativa integra as ações de fortalecimento da formação prática promovidas pela Universidade Ceuma e busca aproximar os estudantes das experiências reais do sistema de justiça criminal e das dinâmicas do Tribunal do Júri.

Segundo a coordenadora do curso de Direito da Universidade Ceuma, Ana Maria Marques, o torneio possui uma única etapa competitiva, mas os participantes passam por duas fases de formação antes da disputa.

A primeira delas foi a roda de conversa "Atuação no Tribunal do Júri", que abordou o funcionamento do tribunal e a atuação dos profissionais envolvidos nos julgamentos.

"O foco dessa primeira atividade foi explicar para os alunos a atuação de cada profissional no Tribunal do Júri, mostrando como atuam o magistrado, o promotor e o advogado", explicou a coordenadora do curso de Direito do Ceuma.

O lançamento oficial do II Torneio do Júri Simulado do Ceuma foi realizado no dia 20 de maio, no Auditório Josué Montello, no Campus Renascença, em São Luís.

A segunda etapa acontecerá no dia 11 de agosto e será dedicada ao contato com a obra que servirá de base para a competição. O encontro contará com a participação do desembargador Eulálio Figueiredo, autor do livro escolhido para esta edição.

Já a competição deve ser realizada no mês de outubro. Uma das novidades deste ano é a ampliação do público participante. Agora, todos os estudantes regularmente matriculados no curso de Direito podem participar da competição.

"Na edição passada, podiam participar apenas alunos entre o terceiro e o sétimo período. Agora, ampliamos a participação para estudantes a partir do primeiro período", destacou Ana Maria Marques.

Mais do que uma competição acadêmica, o Torneio do Júri Simulado busca desenvolver competências essenciais para a formação dos futuros profissionais do Direito, como argumentação, oratória, pensamento crítico, interpretação jurídica e capacidade estratégica.

"A importância desse torneio para a formação acadêmica é múltipla. Primeiro, porque desenvolve a capacidade de argumentação. Do ponto de vista metodológico, o exercício que eles vão realizar para construir a defesa e a acusação em torno de uma obra literária contribui muito para o fortalecimento da argumentação jurídica", afirmou a coordenadora.

Ainda segundo Ana Maria Marques, os participantes são incentivados a acompanhar sessões reais do Tribunal do Júri, observar o funcionamento dos julgamentos e construir suas próprias estratégias para a competição. Isso contribui com o desenvolvimento de outras habilidades, como a autonomia da aprendizagem.

“Os estudantes participam de etapas formativas e contam com um professor na retaguarda, oferecendo orientação, mas cabe às equipes a organização do júri. Assim, a autonomia da aprendizagem é muito fortalecida por essa estratégia. Além disso, ela ajuda a desenvolver habilidades importantes para o mercado de trabalho, como o trabalho em equipe, cada vez mais exigido pelos empregadores. Também fortalece competências como auto-organização e autorresponsabilidade, que são habilidades socioemocionais muito demandadas”, destacou a coordenadora do curso de Direito do Ceuma.

O caso "O Crime da Baronesa" foi elaborado para proporcionar aos participantes uma experiência imersiva de construção processual, sustentação oral e dinâmica de julgamento perante um tribunal popular simulado, aproximando os estudantes dos desafios e das práticas da atuação jurídica.

“Acreditamos que se trata de um projeto bastante amplo, que estimula a aprendizagem dos alunos de uma forma diferente e inovadora, principalmente porque abre para eles um leque de oportunidades que vai além da universidade, o que também é um dos pontos fortes dessa estratégia”, concluiu a coordenadora Ana Maria Marques.

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