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Equipamento de internet roubado agora pode ser bloqueado automaticamente; entenda a nova tecnologia

Sistema cria identificação única para cada equipamento, impede uso fora da rede e aumenta o controle das operadoras.

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Equipamento de internet roubado agora pode ser bloqueado automaticamente; entenda a nova tecnologia. (Divulgação)

SÃO LUÍS - Uma nova tecnologia promete ajudar operadoras de internet a reduzir prejuízos causados por furtos e uso indevido de equipamentos. O sistema funciona como uma “trava digital”, ou seja, se o aparelho for retirado do endereço onde foi instalado e conectado em outro local, ele é automaticamente bloqueado e deixa de funcionar. Esse tipo de prática, comum no setor, pode gerar perdas de milhões de reais por ano para empresas de médio e grande porte.

A novidade já começou a ser adotada pela maranhense ST1 Internet, em parceria com a Connectoway e a Huawei. O foco são as chamadas ONTs (Optical Network Terminal), aparelhos instalados na casa do cliente que recebem o sinal de fibra óptica, que chega em forma de luz, e o transformam em internet para uso no dia a dia, seja no Wi-Fi ou no cabo.

Esses equipamentos são indispensáveis para o funcionamento do serviço e também representam um investimento significativo para as operadoras. Cada unidade pode custar entre R$ 150 e R$ 400. Em empresas com milhares de clientes, o conjunto desses aparelhos instalados pode somar milhões de reais, o que reforça a importância de proteger esse tipo de ativo.

Como funciona a “trava digital”

(Divulgação)

Com a nova tecnologia, cada ONT passa a ter uma espécie de identidade única dentro da rede da operadora. Essa identificação é baseada em uma chave de segurança exclusiva, que vincula o equipamento diretamente ao sistema da empresa.

Na prática, isso significa que o aparelho só funciona no local onde foi autorizado. Caso seja retirado e instalado em outro endereço, ou até mesmo conectado a uma rede diferente, o sistema reconhece a irregularidade e realiza o bloqueio automático em poucos segundos.

Esse processo acontece a partir da combinação de diferentes camadas de verificação. Entre elas, estão o número de série do equipamento, a validação na central da rede (responsável por distribuir o sinal de internet) e a integração com o sistema de cadastro da operadora.

Com isso, a empresa consegue monitorar 100% dos dispositivos ativos e agir em tempo real diante de qualquer tentativa de uso indevido.

Combate direto ao furto e ao mercado paralelo

O furto e a revenda ilegal de equipamentos de internet são problemas recorrentes no setor. Sem mecanismos eficientes de bloqueio, esses aparelhos podiam ser reutilizados em outras redes, alimentando um mercado paralelo.
Com a nova tecnologia, esse cenário tende a mudar. Como os equipamentos passam a funcionar apenas dentro da rede de origem, eles perdem valor fora desse ambiente, o que reduz drasticamente o incentivo para furtos.
Segundo Felipe Araújo, CEO da ST1 Internet, a solução muda a lógica desse tipo de prática.

“Cada equipamento passa a ter uma identidade única. Se ele sair do ambiente autorizado, simplesmente não funciona. Isso muda completamente o cenário, porque deixa de existir valor para esse equipamento fora da rede”, afirma.

Impacto direto na operação

Além de reforçar a segurança, a tecnologia traz ganhos operacionais importantes. Com maior controle sobre os equipamentos instalados, a operadora consegue reduzir perdas financeiras, melhorar a gestão de ativos e aumentar a eficiência da rede.

Em operações maiores, a redução de perdas pode representar economia de centenas de milhares de reais por ano, além de diminuir custos com reposição de equipamentos e manutenção.

Felipe Araújo destaca que o investimento também está ligado ao crescimento sustentável do negócio.

“Não se trata só de expandir a rede, mas de crescer com controle. A gente ganha eficiência, protege os investimentos e garante que cada equipamento esteja sendo usado da forma correta. Isso é fundamental para escalar a operação com qualidade.”

Segurança sem impacto para o cliente

Apesar da mudança tecnológica, o cliente não precisa fazer nenhuma adaptação. O sistema funciona de forma automática e não interfere no uso da internet no dia a dia.

A proposta é reforçar a segurança “nos bastidores”, garantindo que a rede seja mais confiável sem alterar a experiência do usuário.

O uso de soluções como essa acompanha uma tendência global no setor de telecomunicações. Com o crescimento da fibra óptica no Brasil, que já responde por mais de 70% das conexões fixas no país, segundo dados da Anatel, aumenta também a necessidade de controle sobre os equipamentos instalados.

Nesse cenário, tecnologias de autenticação e bloqueio inteligente ganham espaço por permitir mais segurança, eficiência operacional e sustentabilidade no crescimento das redes.

Novo patamar de controle

Com a implementação do sistema, a ST1 Internet passa a operar com um nível mais avançado de controle sobre sua rede. A expectativa é que a tecnologia contribua para uma operação mais eficiente, segura e preparada para expansão.

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