Entregou-se após prisão decretada

Envolvido em agressão contra doméstica grávida se entrega e é preso pela polícia

Segundo Carlos Brandão, o homem é policial e também responde a procedimento instaurado pela Corregedoria da PMMA.

Imirante.com

Atualizada em 07/05/2026 às 11h57
Segundo Carlos Brandão, o homem é policial e também responde a procedimento instaurado pela Corregedoria da PMMA. (Foto: Reprodução)

SÃO LUÍS – O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado como suspeito de participar das agressões contra uma empregada doméstica grávida de 19 anos, se apresentou à polícia nesta quinta-feira (7). Contra ele, havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça no curso das investigações sobre o caso registrado em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

Também nesta quinta-feira (7), a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa em Teresina, no Piauí. A informação foi confirmada pelo governador Carlos Brandão nas redes sociais, onde ele informou ainda que o policial militar é alvo de procedimento instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar do Maranhão (PMMA).

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No dia anterior, quarta-feira (6), policiais civis estiveram na residência da empresária para intimá-la a prestar depoimento. No entanto, ela não foi localizada. Segundo a polícia, apenas uma funcionária estava no imóvel e teria sido chamada às pressas para assumir o serviço.

A investigação é conduzida pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, após a vítima registrar boletim de ocorrência. A jovem relatou que passou a ser agredida depois de ter sido acusada de furtar joias da ex-patroa.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a advogada Nathaly Moraes, responsável pela defesa de Carolina Sthela, afirmou que o mandado de prisão preventiva foi cumprido em Teresina e que a investigada responderá judicialmente pelo caso.

“Ela vai responder nos termos e vai cumprir as medidas judiciais que lhe foram impostas e a defesa segue atuando. Ela foi presa em Teresina e o mandado de prisão está sendo cumprido neste momento”, declarou a advogada.

De acordo com a defesa, Carolina estava no Piauí acompanhada do filho de 6 anos, por não possuir familiares no Maranhão com quem pudesse deixar a criança. A versão apresentada é de que ela teria levado o menino para ficar sob os cuidados de pessoas de confiança. Já a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que a empresária tentava fugir.

Em nota, a SSP-MA afirmou que Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi localizada e presa em Teresina durante uma operação conjunta das Polícias Civis do Maranhão e do Piauí, após trabalho de inteligência e cumprimento de mandado judicial expedido pela Justiça maranhense.

A secretaria também informou que Michael Bruno Lopes Santos foi preso em São Luís e que responde a procedimento instaurado pela Corregedoria da PMMA para apuração de sua conduta e possível participação no caso.

Segundo a SSP-MA, as investigações continuam para esclarecimento completo dos fatos, identificação de todos os envolvidos e adoção das medidas cabíveis.

Doméstica foi ameaçada de morte

A jovem descreveu as agressões que sofreu. Segundo ela, levou puxões de cabelo, socos e murros e foi derrubada no chão. Durante os ataques, tentou proteger a barriga, pois está grávida de cinco meses.

Ainda de acordo com o depoimento, a ex-patroa a acusou de ter roubado uma joia e passou horas procurando o objeto. O anel foi encontrado dentro de um cesto de roupas sujas.

Mesmo após a joia ser localizada, as agressões continuaram, segundo a vítima. Ela afirmou ainda que, em determinado momento, foi ameaçada de morte por Carolina Sthela caso contasse à polícia o que havia acontecido.

“Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros... foi sem parar. Eles não se importavam", disse a jovem.

No depoimento, a jovem relatou ainda que um homem, não identificado, participou das agressões. Segundo ela, o suspeito foi até a casa para pressioná-la com violência. Ela o descreveu como "alto", "forte" e "moreno".

Agressões continuaram mesmo após objeto ser encontrado

De acordo com o depoimento, a ex-patroa passou horas procurando o anel que teria motivado a acusação. O objeto foi encontrado posteriormente dentro de um cesto de roupas sujas na residência.

Mesmo assim, a doméstica grávida afirmou que as agressões continuaram.

Ela relatou ainda que foi ameaçada de morte caso denunciasse o caso às autoridades.

Rotina de trabalho incluía jornada extensa e múltiplas funções

Segundo o relato, o primeiro contato ocorreu no início de abril, por meio de um aplicativo de mensagens, quando foi feita a proposta de um mês de trabalho. Ao chegar à residência, a jovem afirmou que começou a trabalhar sem ter acertado previamente o valor do serviço.

A doméstica grávida disse que cumpria uma jornada de segunda a sábado, das 9h às 19h, com apenas 30 minutos de intervalo.

Entre as atividades desempenhadas estavam:

  • Limpeza da casa
  • Preparação de refeições
  • Lavar e passar roupas
  • Cuidados com uma criança de seis anos

O pagamento, segundo a vítima, foi feito de forma fracionada, por meio de transferências em nome de terceiros, totalizando R$ 750.

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