Morta em Portugal

Corpo de maranhense encontrada morta em Portugal chega no Maranhão nesta quinta

Corpo de Francisca Maria dos Santos, de 44 anos, deve chegar no fim da tarde desta quinta-feira (7), no município de São Bernardo, cidade natal da vítima

Imirante.com

Atualizada em 07/05/2026 às 17h12
Francisca Maria dos Santos, de 44 anos, foi encontrada morta em fevereiro deste ano em Viseu. (Foto: Arquivo Pessoal)

SÃO LUÍS - O corpo da maranhense Francisca Maria dos Santos, de 44 anos, encontrada morta em fevereiro deste ano em Viseu, em Portugal, após passar oito meses desaparecida, deve chegar ao fim da tarde desta quinta-feira (7), no município de São Bernardo, interior do Maranhão, cidade natal da vítima.

Segundo familiares, o corpo da maranhense chegou ao Brasil nesta quinta-feira (7), em um voo que pousou no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza (CE).

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O velório da vítima estava previsto para ocorrer ao longo do dia. No entanto, devido a problemas na liberação do corpo pela Receita Federal, a cerimônia deve acontecer apenas à noite. O enterro está previsto para a sexta-feira (8).

Familiares da maranhense informaram, na sexta-feira (1º), que conseguiram arrecadar a quantia necessária para fazer o traslado do corpo ao Brasil. Segundo Antônio José, irmão da vítima, como a família não tinha reunido recursos suficientes para o traslado, chegou a cogitar o sepultamento dela em Portugal.

No entanto, após arrecadar a quantia por meio de vaquinhas e rifas organizadas por amigos e parentes que vivem no Brasil e na Alemanha, os trâmites para trazer o corpo foram iniciados ainda na tarde de quinta-feira (30).

Família relata falta de assistência

Antônio José também demonstrou indignação com a atuação das autoridades portuguesas e com o Governo Brasileiro pela falta de apoio à família durante o período em que Francisca esteve desaparecida.

Segundo ele, os parentes só foram informados muito depois da imprensa sobre a localização do corpo da irmã e não receberam a assistência necessária para lidar com os trâmites burocráticos ao longo do processo.

"Foi um processo muito difícil, por exemplo, só ficamos sabendo que o corpo dela havia sido localizado muito tempo depois. Aqui no Maranhão, tentamos de tudo, enviei muitos e-mails, falamos com o embaixador, o Itamaraty, com políticos locais, mas ninguém conseguiu nos ajudar. Não é todo dia que morre um brasileiro lá fora nessas circunstâncias. Isso é muito revoltante", disse o artista plástico.

 

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