SÃO LUÍS – A desembargadora Francisca Galiza, nova presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), afirmou que sua gestão será pautada pela transparência, pelo fortalecimento do diálogo com a imprensa e pela resposta rápida no combate à desinformação durante as eleições de 2026.
Em entrevista ao JM1, da TV Mirante, a presidente ressaltou que a atuação da Justiça Eleitoral maranhense seguirá as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com atenção especial ao uso responsável da tecnologia no processo eleitoral.
“Nós vamos continuar o trabalho do TRE do Maranhão, seguindo as normas e as leis do TSE. Continuaremos na transparência em termos de publicidade e no compromisso de mostrar à sociedade como funciona todo o processo eleitoral”, declarou.
Nova presidente reforça transparência na corte eleitoral
Segundo a presidente, uma das prioridades da nova administração será ampliar o acesso da sociedade às informações sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e das etapas do processo eleitoral.
Galiza destacou que a participação da imprensa poderá contribuir para ampliar a confiança da população no sistema eletrônico de votação.
“As urnas são auditadas antes, durante e após a eleição. Sempre há questionamentos próximos ao pleito, e é importante que a sociedade saiba como esse processo acontece”, afirmou.
Entre as medidas apontadas pela magistrada estão:
- ampliação da transparência institucional;
- acompanhamento da imprensa nas auditorias das urnas;
- maior agilidade no julgamento de processos eleitorais;
- monitoramento de conteúdos falsos nas redes sociais.
Nova presidente quer agilidade contra fake news nas eleições 2026
Outro ponto destacado por Francisca Galiza foi o combate à disseminação de notícias falsas, especialmente com o avanço do uso da inteligência artificial no ambiente digital.
De acordo com a presidente do TRE-MA, a meta é acelerar decisões judiciais em casos que possam comprometer a imagem de candidatos durante a campanha.
“Nosso compromisso é agilizar os processos, principalmente na área que envolve publicidade e inteligência artificial. Uma publicação, um fake, pode fazer um estrago na vida de qualquer candidato”, ressaltou.
A desembargadora explicou ainda que o Tribunal Superior Eleitoral já possui regulamentações específicas para lidar com o tema.
“O TSE publicou 14 resoluções, e quatro delas tratam exclusivamente da inteligência artificial. O tribunal está preparadíssimo para isso, com um sistema próprio para que o cidadão ou o candidato possa verificar se determinada informação é falsa”, disse a presidente.
Para a desembargadora, o desafio da próxima gestão será assegurar que as eleições de 2026 ocorram com segurança, transparência e rapidez nas decisões judiciais. A presidente reforçou que a atuação da Corte será preventiva para evitar que conteúdos falsos interfiram no resultado do pleito.
“Ninguém sabe a dimensão do estrago que uma informação falsa pode causar na imagem de um candidato. Por isso, a nossa orientação será de dar uma resposta ágil”, concluiu.
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