Ônibus do Cohatrac: após fim do contrato da Via SL e Prefeitura assumir linhas, bairro segue no sufoco
Passageiros do Cohatrac relatam demora e superlotação. Poucas linha de ônibus seguem em operação no bairro e com horário indefinidos.
SÃO LUÍS - Passageiros enfrentaram longas esperas e ônibus lotados no Cohatrac na manhã desta quarta-feira (29). A situação foi registrada no ponto final do Cohatrac IV, onde usuários relataram falta de organização e horários indefinidos.
“Não dá para se programar, tem que chegar cedo e torcer para que em algum horário saia um ônibus. Não dá pra contar que amanhã eu pegue esse mesmo ônibus nesse horário”, afirmou Juliana, que aguardava ônibus no local.
Atendendo a uma decisão da Justiça que apontou colapso operacional na empresa responsável por parte das linhas, a SMTT declarou a caducidade imediata do contrato com a Via SL, e a Prefeitura de São Luís assumiu de forma emergencial a operação das linhas do chamado Lote 2, que inclui itinerários importantes da cidade.
Fim de contrato e passageiros seguem no sufoco no Cohatrac
Apesar da medida, passageiros relatam dificuldades no primeiro dia de transição. Segundo usuários, nem todas as linhas começaram a circular no início da manhã, o que gerou atrasos e superlotação.
Alguns ônibus da linha Cohatrac/Rodoviária estão operarando, mas quem precisava seguir no sentido do bairro São Francisco encontrou mais dificuldades. É necessário fazer integração no terminal da Cohab para completar o trajeto.
Município assume operação emergencial
Com o fim do contrato, a Prefeitura de São Luís passa a assumir imediatamente o serviço, de forma direta ou por meio de contratação emergencial. Entre as medidas adotadas estão:
- Operação emergencial das linhas do Lote 2
- Requisição de até 30 ônibus para garantir circulação
- Possibilidade de contratação de empresas temporárias
- Prioridade para recontratação de trabalhadores do consórcio
A operação emergencial será mantida até a realização de nova licitação.
Impacto no sistema de transporte
A decisão ocorre em meio a uma crise no transporte público da capital, marcada por paralisações e redução da frota.
A Justiça destacou que a continuidade do serviço é essencial e não pode ser interrompida, justificando medidas imediatas para garantir o atendimento à população.
Próximos passos
A SMTT informou que:
- O serviço será monitorado durante a fase emergencial
- Uma nova licitação será preparada para o sistema
- Os pagamentos relacionados à requisição de veículos serão feitos judicialmente
A caducidade tem efeito imediato e não transfere ao município responsabilidades trabalhistas ou financeiras do consórcio.
Saiba Mais
- Moradores do Cajupary interditam avenida por falta de ônibus
- Protesto: frota de ônibus reduzida causa superlotação e revolta moradores no Cajupary
- Sem ônibus na Coheb Sacavém, moradores enfrentam longas distâncias, mais gastos e medo nas ruas
- Ônibus fica no “prego” no Cohatrac no dia da retomada: “só botam sucata pra cá”
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.