COLUNA
Ronaldo Rocha
Ronaldo Rocha é jornalista de política do Grupo Mirante. Atua no Imirante e na Mirante News FM.
Opinião

Primeiro desafio de Esmênia Miranda deverá ser o transporte público

Esmênia Miranda assumirá o comando da Prefeitura de São Luís na tarde desta terça-feira, após renúncia de Eduardo Braide.

Ipolítica

Atualizada em 31/03/2026 às 15h52
Foto de arquivo e meramente ilustrativa para tratar da crise no transporte de São Luís (Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante)

SÃO LUÍS - Empossada nova prefeita de São Luís daqui a pouco mais de uma hora, a então vice-prefeita da capital, Esmênia Miranda (PSD), terá como um dos principais desafios à frente da gestão municipal, contornar a crise que assola o setor de transporte público.

Em meio à renúncia de Braide e a posse de Esmênia, por exemplo, o Ministério Público do Maranhão acaba de anunciar ter ingressado com uma Ação Civil Pública, nesta terça-feira (31), pedindo que a Justiça determine a imediata suspensão do contrato de concessão firmado entre o Município de São Luís e o Consórcio Via SL para a exploração e operação do serviço de transporte público coletivo de passageiros.

A peça produzida pela 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de São Luís também requer a concessão de prazo de 48 horas para que o Município autorize novas empresas a operar as linhas do Consórcio Via SL até a conclusão do processo de licitação destinado a nova concessão do serviço.

MP quer que Prefeitura declare caducidade de contrato

No mesmo prazo, caso a Justiça acate a petição do MP, a Prefeitura deverá declarar a caducidade do contrato existente em razão dos sucessivos descumprimentos e da “completa incapacidade operacional de continuidade de prestação do serviço”.

Caberá à prefeita Esmênia Miranda, adotar eventuais medidas determinadas pela Justiça.

Contudo, para além da Ação Civil Pública, que tramita na Justiça Estadual, a prefeita já precisa ter convicção de que muita coisa precisa mudar na gestão do serviço de transporte público.

Empresas de transporte não têm cumprido contratos; há um subsídio insustentável para a máquina pública; existe uma crise profunda entre empresários, Prefeitura e profissionais das empresas de ônibus e um sistema falido que já não funciona no modelo atual de exploração.

Na ponta disso tudo, o contribuinte e usuário das linhas de ônibus. Esse sim, tem sofrido consequências drásticas no dia a dia.

Braide não resolveu a crise no transporte público

Braide não resolveu o problema.

Esmênia tem a chance de solucionar essa crise e deixar um forte legado na capital.

Para isso, contudo, precisará desbravar outra trincheira: colocar um ponto final na relação abalada e desgastada da atual gestão com a Câmara de Vereadores. 

Desafios e desafios…


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