OPERAÇÃO HOLERITE

Polícia prende seis suspeitos de fraude com documentos falsos e prejuízo chega a R$ 710 mil no MA

Grupo usava identidades adulteradas para contratar empréstimos consignados em nome de servidores públicos

Imirante.com, com informações do g1 MA

Polícia prende seis suspeitos de fraude com documentos falsos e prejuízo chega a R$710 mil no MA. (Divulgação/Policia Civil do Maranhão)

SÃO LUÍS - A Polícia Civil do Maranhão prendeu seis pessoas suspeitas de integrar um esquema de falsificação de documentos e fraudes financeiras durante a Operação Holerite, realizada na manhã desta sexta-feira (20) em São Luís e em outras cidades do estado. O grupo teria causado um prejuízo estimado em R$ 710 mil.

A operação foi coordenada pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva.

Em uma das residências, os policiais identificaram uma ligação clandestina de energia elétrica, e a moradora também foi autuada por furto.

Esquema de fraudes

De acordo com as investigações, os suspeitos falsificavam carteiras de identidade em nome de servidores públicos estaduais. Com os documentos adulterados, o grupo abria contas bancárias e contratava empréstimos consignados, descontados diretamente nos contracheques das vítimas.

O esquema teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 710 mil. Ainda segundo a polícia, a organização criminosa atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os integrantes, responsáveis pela produção dos documentos, abertura de contas e contratação dos empréstimos.

As investigações duraram meses até a identificação dos envolvidos.

Materiais apreendidos

Durante a operação, foram apreendidos documentos falsificados, impressoras de alta resolução, celulares, notebooks e outros materiais utilizados na produção dos documentos fraudulentos.

A ação contou com apoio de equipes especializadas da Polícia Civil, incluindo setores de crimes cibernéticos, fraudes financeiras, serviços delegados e o Grupo de Resposta Tática.

O caso segue em investigação para identificar outros possíveis envolvidos e beneficiários do esquema.

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