COLUNA
Rogério Moreira Lima
Engenheiro e professor da Uema, é embaixador da Abracopel, especialista da Abee Nacional e diretor da Abtelecom e da AMC.
Rogério Moreira Lima

O maranhense que pode redefinir a flecha do tempo

O Maranhão volta a dialogar com uma das perguntas mais profundas da física moderna: por que o tempo parece seguir apenas uma direção?

Rogério Moreira Lima

Atualizada em 01/03/2026 às 10h37
O Maranhense que Pode Redefinir a Flecha do Tempo. (Imagem editada com auxílio de IA)

O engenheiro eletricista Allan Kardec Duailibe Barros Filho, egresso do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Maranhão, PhD em Information Engineering pela Universidade de Nagoya e atualmente professor titular da própria Universidade Federal do Maranhão, publicou em 3 de dezembro de 2025 o artigo “Entropy as a Geometric Consequence of Higher Dimensions” na revista internacional Technologies, da editora suíça MDPI. O texto completo está disponível em https://www.mdpi.com/2227-7080/13/12/563.

O artigo apresenta uma questão que intriga cientistas há mais de um século: por que a entropia aumenta? E, como consequência, por que o tempo parece ter uma direção preferencial, do passado para o futuro?

Desde Boltzmann, a explicação dominante afirma que a irreversibilidade surge de efeitos estatísticos associados ao comportamento coletivo de muitas partículas. O trabalho do pesquisador maranhense propõe uma abordagem diferente. Segundo o modelo desenvolvido, a entropia pode emergir da própria geometria do espaço-tempo, caso o universo possua uma dimensão espacial adicional que não percebemos diretamente.

Vivemos em um universo descrito por quatro dimensões observáveis: três espaciais e uma temporal. A hipótese introduz uma quinta dimensão espacial, de formato circular. A dinâmica completa ocorreria nesse espaço-tempo de cinco dimensões, enquanto o que observamos seria apenas sua projeção no espaço-tempo quadridimensional. É como observar apenas a sombra de um objeto tridimensional projetada em uma parede: parte da estrutura real não aparece diretamente, mas influencia aquilo que enxergamos.

De maneira conceitual, a proposta é elegante. A trajetória de uma partícula em cinco dimensões permanece determinística e reversível. No entanto, ao ser projetada no espaço-tempo 4D, essa trajetória pode se manifestar como uma multiplicidade de configurações observáveis. Surge então uma distribuição de probabilidades. A entropia, nesse contexto, aparece como medida dessa multiplicidade geométrica.


As opiniões, crenças e posicionamentos expostos em artigos e/ou textos de opinião não representam a posição do Imirante.com. A responsabilidade pelas publicações destes restringe-se aos respectivos autores.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.