Palácio busca saída e ideia é ter a neutralidade do presidente Lula no MA
Ainda em fase de análise, proposta de palacianos é que quase se repita o que ocorreu em 2014 quando Lula e a presidente da época, Dilma Rousseff, não declararam apoioa nenhum candidato ao Palácio dos Leões.
SÃO LUÍS - Mesmo com uma turma do Partido dos Trabalhadores (PT) negando que a direção nacional da legenda não vai apoiar a candidatura de Orleans Brandão (MDB) para o governo, no Palácio dos Leões os movimentos indicam que uma saída já está sendo costurada. Uma saída que pode deixar o tabuleiro do jogo político na sucessão estadual menos complicado do que vem se desenhando conforme as possibilidades.
O não apoio a Orleans Brandão, dizem os petistas nacionais, é uma forma de atender o pedido que vem das partes supremas da Praça dos Três poderes. Essa seria a forma de “recompor” a base de Lula no Maranhão. Além de não ter Orleans como candidato, o PT não lançaria a candidatura de Felipe Camarão, vice-governador do Estado. Desta forma, atenderia o lado do Palácio dos Leões aqui.
Mas esta conta pensada como fácil lá por Brasília não é. Os palacianos não abrirão mão da candidatura de Orleans. Eles argumentos que já está consolidade e com o apoio de 12 partidos. Então, significa que o Palácio abre mão do apoio do presidente Lula?
A resposta é não até porque os palacianos sabem da importância para a campanha de Lula dos prefeitos e lideranças do interior. Mas o PT não quer Orleans.
A saída encontrada e que já está sendo analisada pelos palacianos é uma quase repetição do que ocorreu em 2014 quando o PT até se aliou ao MDB contra a candidatura de Flávio Dino, mas nem Lula e nem a presidente da época, Dilma Rousseff, declararam apoio a Edson Lobão Filho.
Ou seja, a ideia a ser defendida por Brandão para o presidente Lula é a de deixar a disputa ocorrer com a neutralidade do presidente Lula. “Pediremos voto para o presidente Lula com toda certeza. A ideia é deixar ter a disputa. Que todos da base dele que queiram ser candidatos, que sejam e o presidente não declare apoio a ninguém”, explicou uma fonte palaciana.
Resta saber se a proposta da neutralidade de Lula será aceita pelo presidente. Na verdade, pela força da parte Suprema da Praça dos Três poderes.
Não querem
Essa possibilidade de ter o presidente Lula neutro nas eleições de 2026 no Maranhão não agrada em nada a turma do dinismo.
Para eles, a proposta sem dúvida beneficia a grupo palaciano e, por isso, será minada o mais rápido possível.
Já os petistas garantem que a ideia nunca chegou a ser cogitada nacionalmente e que o provável é a insistência pela troca do nome do candidato.
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