Crimes violentos letais

Homicídios e latrocínios diminuem no MA; Estado ocupa 7ª posição em mortes violentas

Dados do Ministério da Justiça e SSP-MA consideram homicídio, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

Imirante, com informações do Portal Brasil 61

Atualizada em 27/01/2026 às 10h07
Homicídios e latrocínios caem e indicam tendência de redução da violência. (Reprodução)

SÃO LUÍS – O Maranhão registrou 1.938 mortes violentas em 2025, o que representa uma redução de 5,5% em relação aos casos registrados em 2024 (2.050 casos). No ranking nacional, a Bahia lidera com o maior número de vítimas, sendo 3,9 mil. O Maranhão ficou na sétima posição.

Homicídios e latrocínios têm queda no Maranhão

Os dados são da Secretária de Estado de Segurança Pública (SSP-MA) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Veja aqui). O levantamento consideram indicadores de feminicídio, homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

Ainda conforme informações divulgadas pela SSP-MA,  o número de homicídios caiu 5,2% no período analisado, passando de 1.913 para 1.813 ocorrências. Os dados mostram redução consecutiva entre os meses de agosto e dezembro, o que indica uma tendência sustentada de diminuição da violência.

Os casos de latrocínio — roubo seguido de morte — também apresentaram queda entre 2024 e 2025, com redução aproximada de 5%, reforçando o cenário de recuo nos crimes violentos.

Segundo a SSP-MA, também houve redução nos índices de roubo de celular, veículos e outros crimes contra o patrimônio. 

Redução de feminicídios no Maranhão

A maior redução percentual foi em relação aos feminicídios: 25%, sendo que em 2024, 61 casos; em 2025, 51, ainda de acordo com dados da SSP-MA.

Investimento em segurança pública no Maranhão

A pasta informou que o Maranhão segue com avanços importantes na diminuição da violência. Leia um trecho da nota:

"A SSP destaca que a redução dos indicadores é reflexo de uma política contínua de fortalecimento e modernização de todo o Sistema de Segurança Pública do Maranhão, viabilizada por investimentos do Governo do Estado, aliados ao empenho permanente das forças de segurança no combate à criminalidade.

Entre os investimentos realizados, estão a ampliação dos efetivos policiais, com a convocação e nomeação de mais de 1.400 policiais militares, novos delegados, investigadores, escrivães e peritos criminais. Inclui ainda a aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos e tecnologias, bem como a estruturação e o fortalecimento da área de inteligência, potencializando tanto as ações ostensivas quanto as atividades de investigação das forças policiais em todo o estado.

A continuidade dessas ações, com investimentos permanentes e operações policiais integradas, refletirá em novas reduções nos índices de criminalidade em todo o estado".

Redução de mortes violentas no país

Os números mostram que a queda nacional nas mortes violentas ocorreu em 21 das 27 unidades federativas. O estado do Amazonas encabeça a redução, registrando recuo de 33% em relação a 2024. Mato Grosso do Sul aparece em seguida, com - 28% e Paraná e Rio Grande do Sul – ambos com recuo de 24%.

Apesar de a Bahia liderar com o maior número de mortes violentas no país, o Rio de Janeiro aparece logo em seguida, com 3.581 óbitos violentos. Já Pernambuco ficou em terceiro lugar, com pouco mais de 3 mil vítimas.

Confira o ranking de casos de mortes violentas por estado em 2025

  • BA – 3.900
  • RJ – 3.581
  • PE – 3.023
  • CE – 3.022
  • MG – 2.663
  • SP – 2.508
  • MA – 1.938
  • PA – 1.820
  • PR – 1.343
  • RS – 1.190
  • AL – 946
  • PB – 869
  • GO – 837
  • ES – 834
  • RN – 853
  • AM – 759
  • MT – 748
  • PI – 544
  • SC – 522
  • RO – 445
  • MS – 353
  • SE – 315
  • TO – 283
  • DF – 266
  • AP – 204
  • AC – 179
  • RR – 139

 

Taxa de morte a cada grupo de 100 mil habitantes

Considerando a taxa de morte para cada grupo de 100 mil habitantes, Ceará, Pernambuco e Alagoas aparecem no topo.

A taxa nacional, levando em conta os 26 estados e o Distrito Federal, ficou em 15,97 no ano passado. Apesar disso, a taxa registrada pelo Ceará foi de 32,6. Em seguida aparece Pernambuco, com 31,61. Na terceira posição, Alagoas registrou uma taxa de 29,37.

Em contrapartida, São Paulo (5,44), Santa Catarina (6,38) e Distrito Federal (8,88) registraram as menores taxas.

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