Roseana diz não ter interesse na disputa pela presidência da Câmara Federal
Eleita deputada federal pelo MDB, a ex-governadora do Maranhão afirmou que o fato de estar chegando na Câmara agora não dá possibilidades para eventual disputa; em via de regra, deputados reeleitos assumem comando da Casa.
SÃO LUÍS - A ex-governadora Roseana Sarney, deputada federal eleita pelo MDB, descartou nesta segunda-feira, em entrevista ao programa Ponto Final, da rádio Mirante AM, disputar a presidência da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2023, quando toma posse na Casa.
O nome de Roseana tem sido cogitado nos bastidores para o comando da Mesa Diretora do Legislativo, desde a semana.
Apesar da larga experiência política, a emedebista não vê chances para uma eventual disputa, uma vez que em via de regra, deputados reeleitos é quem assumem comando da Casa.
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“Eu conheço bem o Congresso Nacional. Quem tá em primeiro mandato, se você pesquisar, nunca, ninguém, nenhum senador, nem deputado, foi presidente do Congresso, presidente da Câmara, ou presidente do Senado. Eu estou chegando, lembra disso. Então, essa possibilidade não existe, o que existe é a possibilidade de eu ajudar com a minha experiência, com a minha vivência, o meu conhecimento do Congresso Nacional”, pontuou.
Roseana afirmou que pretende se dedicar para ajudar o Brasil e o Maranhão. Ela disse que atuará com articulação política.
“No Congresso Nacional eu convivi muito com os deputados e com os senadores. Eu espero que isso me ajude a continuar esse processo de articulação, porque na realidade meus mandatos no Congresso Nacional foram marcados pela articulação política. Então eu espero ajudar o Brasil e ajudar o Maranhão tentando contemporizar quem quer que seja o presidente", disse.
E completou: “Eu tenho meu lado para presidente, eu estou votando no Lula. Outro dia uma pessoa me perguntou assim: – 'você ainda não se decidiu?' – Desde o primeiro turno eu decidi eu não sou uma mulher de ficar pulando de um lado para outro e nem por interesse, nem por nada. Vocês sabem que eu voto por ideal, por me identificar. Trabalhei como líder do presidente Lula durante quatro anos no Congresso Nacional e tenho uma boa amizade com ele, conheço ele e acredito que ele vai ser o melhor para o Brasil. Então quando eu digo que eu vou tentar ajudar o Brasil, é isso, fazendo articulação, evitando as discussões, passando os projetos do governo”, enfatizou.
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