Pnad 2011

Desemprego caiu quase 20% entre 2009 e 2011, mostra Pnad

Vitor Abdala/AgĂȘncia Brasil

Atualizada em 27/03/2022 Ă s 12h17

RIO DE JANEIRO – O nĂșmero de pessoas desempregadas no Brasil caiu 19,3% entre 2009 e 2011. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de DomicĂ­lios 2011 (Pnad), divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE), o nĂșmero de pessoas no paĂ­s que procuraram emprego e nĂŁo conseguiram passou de 8,2 milhĂ”es em 2009 para 6,6 milhĂ”es em 2011.

A taxa de desemprego também caiu, de 8,2% para 6,7% no período, atingindo o menor patamar, pelo menos, desde 2004. Segundo a gerente da Pnad, Maria Lucia Vieira, a grande redução do desemprego entre 2009 e 2011 reflete a recuperação econÎmica do país nesse período, depois da crise econÎmica.

“A taxa de desocupação vinha caindo desde 2004, mas, em 2009, com a crise, a taxa subiu, apesar de nĂŁo ter subido tanto na comparação com outros paĂ­ses. A crise teve um reflexo no mercado de trabalho do paĂ­s, na Ă©poca. Em 2011, a taxa caiu ficando abaixo inclusive do que a gente vinha observando desde 2004. Isso significa que as pessoas estĂŁo conseguindo ocupaçÔes no mercado de trabalho”, disse.

Em todas as regiÔes do país, a taxa de desemprego caiu. A Região Sul apresentou o menor índice em 2011: 4,3%. Mas as maiores quedas, entre 2009 e 2011, foram registradas nas regiÔes Centro-Oeste (de 7,7% para 5,8%) e Sudeste (de 8,8% para 7%). Jå a Região Nordeste apresentou a maior taxa de desemprego em 2011 (7,9%) e a pior evolução no período de dois anos (de 8,9% para 7,9%).

A queda também foi generalizada para as faixas etårias, com destaque para a população de 18 a 24 anos, cuja taxa passou de 16,6% em 2009 para 13,8% em 2011. O IBGE verificou que, quanto mais velha for a pessoa, menor a taxa de desemprego. Entre os jovens de 15 a 17 anos, o índice ficou em 22,9%, enquanto entre os adultos com 50 anos ou mais ficou em 2,4%.

A Pnad também avaliou o perfil do desempregado no país. Em 2011, 59% das pessoas que procuravam trabalho eram mulheres, 57,6% eram pretas ou pardas, 53,6% não tinham concluído o ensino médio, 33,9% eram jovens de 18 a 24 anos e 35,1% buscavam o primeiro emprego.

A pesquisa mostrou que, apesar da queda da taxa de desemprego, o percentual de pessoas empregadas no paĂ­s diminuiu de 62,9% para 61,7%. A redução dos dois indicadores (taxas de desocupação e de ocupação) mostra que o nĂșmero de pessoas que nĂŁo estĂŁo trabalhando nem procurando emprego (população nĂŁo economicamente ativa) cresceu no paĂ­s.

O nĂșmero absoluto de pessoas empregadas cresceu 1,1% no paĂ­s e chegou a 92,5 milhĂ”es em 2011. Apenas a RegiĂŁo Nordeste teve queda no nĂșmero absoluto de pessoas empregadas (-0,9%) que chegou a 23,2 milhĂ”es. A redução de cerca de 200 mil pessoas na força de trabalho nordestina pode ser explicada, em grande parte, pela saĂ­da de adolescentes do mercado entre 2009 e 2011.

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