SÃO LUÍS – Foi assinado nesta quinta-feira (2), às 9h, em São Luís, um compromisso de não desmatamento por parte das empresas de ferro-gusa do Maranhão com a organização Greenpeace. A reunião foi realizada dois meses depois que o Greenpeace divulgou o relatório "Carvoaria Amazônia", no qual denuncia uma série de irregularidades sociais e ambientais no setor.
Na época da denúncia, ativistas bloquearam por 11 dias um navio que seria carregado com ferro gusa, no Porto do Itaqui.
“O compromisso que a indústria de gusa está assumindo aqui não é com o Greenpeace, mas com a sociedade e com seus consumidores. Setores que operam na Amazônia começaram a perceber que o consumidor não tolera mais produtos que causam a destruição da floresta”, disse Paulo Adario, diretor da campanha Amazônia do Greenpeace.
O cumprimento do acordo tem prazo de dois anos, limite de tempo que, de acordo com o Sindicato das empresas produtoras de ferro-gusa no Estado, poderá ser alcançado durante o cumprimento da decisão. Segundo o sindicato das produtoras de ferro-gusa, a partir dessa assinatura o relacionamento das indústrias com a ONG será de debates construtivos para o aprimoramento da cadeia de produção com responsabilidade ambiental no Maranhão.
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