SÃO LUÍS - A importância da educação para o desenvolvimento do país e a necessidade de investimentos em ciência e tecnologia foram temas da abertura do Fórum Nacional Consecti (Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação) e Confap (Conselho das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa), realizado segunda-feira (23), no auditório do hotel Luzeiros, em São Luís.
O evento prossegue nesta terça (23) e termina quarta-feira (25). O Fórum é promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretária de Estado de Ciência e Tecnologia (Sectec) e Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema). O secretário da Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Virgílio Almeida foi o palestrante da manhã desta terça-feira (24),
A solenidade de abertura contou com a presença da governadora Roseana Sarney, que deu as boas vindas aos participantes, e o ministro de Estado da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raup. Presentes, também, a secretária de Estado de Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Rosane Guerra, secretários de ciência e tecnologia e presidentes das fundações de amparo à pesquisa de todo os estados.
A governadora disse que, no Maranhão, ciência e tecnologia são políticas de Estado. "Os órgãos ligados ao ensino e à pesquisa, como as Secretarias de Estado de Educação (Seduc) e a de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior (Sectec) e a Fapema estão voltados à missão de produzir oportunidades e apoiar talentos, especialmente os jovens maranhenses, para que participem ativamente do grande esforço nacional em favor da ciência", ressaltou.
Roseana Sarney elencou as transformações que o Maranhão atravessa sob seu governo, principalmente com a instalação de grandes projetos industriais, entre os quais a refinaria da Petrobras em Bacabeira, fábricas de celulose, siderurgia e produtos como aço, gás e petróleo, geração de energia térmica e hidráulica, mineração produção de alimentos, pecuária e grãos. "Os investimentos estão mudando a nossa economia. Daí a necessidade de investir em ciência e ciência e tecnologia para os nossos jovens".
Ministro
O ministro Marco Antônio Raupp afirmou que o Governo Federal defende a política do desenvolvimento e modernização da sociedade. "Ciência, tecnologia e inovação são um instrumento fundamental para estimular as políticas de longo prazo e estabelecer uma competitividade efetiva para que as empresas nacionais tenham alguma chance no mercado global".
Para o presidente do Confap, Mário Neto, o Brasil apresenta as condições necessárias para ser uma potência científica no cenário internacional. Para que isso ocorra, segundo ele, são necessários investimentos maciços em educação (pelo menos dez por cento do PIB) e mais recursos para a ciência tecnologia.
Até quarta-feira (25), pesquisadores, estudantes, professores, cientistas e a comunidade em geral irão discutir diversos temas relacionados à Ciência no Brasil, como "O Cenário dos Parques Tecnológicos no Brasil', "Política Nacional de Software e os Estados", "O papel das Agências Financiadoras para Projetos de Parques Tecnológicos". No evento, paralelo à 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), discute-se estratégias para o fortalecimento dos Parques Tecnológicos no Brasil.
Integração é a palavra de ordem durante as discussões no segundo dia do Fórum Nacional
A manhã desta terça-feira (24), no segundo dia do Fórum Nacional do Consecti (Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação) e Confap (Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa) teve início com a palestra do secretário da Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Virgílio Almeida. Ele falou sobre a Política Nacional de Softwares e os Estados. "As ações trabalhadas pelo MCTI servem para que os outros países vejam o Brasil não apenas como um mercado, mas como um parceiro no desenvolvimento de ciência e tecnologia", disse Almeida.
Dando continuidade aos debates, os parques tecnológicos voltaram ao centro das discussões. Marcos Vinícius de Souza, diretor do Departamento de Fomento à Inovação do MDIC, e Rodrigo Teixeira, gerente Executivo do CNI, falaram sobre o papel dos Parques Tecnológicos dentro do Programa Brasil Maior.
Souza enfatizou a necessidade que o país tem de mobilizar suas forças produtivas para inovar, competir e crescer. "Já está sendo discutida uma série de medidas para alavancar esse crescimento, como a desoneração da folha de pagamento para o segmento, o oferecimento, pelo BNDES, de R$ 7 bilhões em crédito para empresas que queiram investir em inovação e a desoneração tributária para empresas que investirem em processos de inovação", detalhou.
O Plano Brasil Maior é a política industrial, tecnológica e de comércio exterior do governo Dilma Rousseff e tem como foco a inovação e o adensamento produtivo do parque industrial brasileiro, objetivando ganhos da produtividade do trabalho e garantindo a sustentação de um crescimento econômico inclusivo num contexto econômico adverso.
Agências financiadoras
Em seguida, houve a apresentação do painel sobre o papel das agências financiadoras para projetos de Parques Tecnológicos, pelo diretor da FINEP, Roberto Velmun, e pela Chefe de Departamento do BNDES, Helena Lastres.
Helena Lastres falou sobre as ações desenvolvida pelo BNDES para o apoio a Parques Tecnológicos e salientou a importância da dinâmica inovativa. "Ninguém inova sozinho, é necessário um conjunto de atores. É preciso fazer uma grande mobilização, com políticas orientadas ao conjunto de atores e atividades interdependentes", disse, ressaltando a necessidade da superação de modelos que limitam as agendas de políticas estrangeiras a determinados grupos e regiões; da formulação de uma agenda de desenvolvimento científico, tecnológico e inovativo avançada e sistêmica; e da coordenação de políticas e potencialização das ações.
Em sua explicação, o Diretor da FINEP, Roberto Velmun, falou sobre a dificuldade do MCTI de destinar a quantidade de recursos que a área de ciência e tecnologia realmente precisa para continuar seu desenvolvimento. "O Ministério está esgotado para os investimentos em CT&I e não consegue acompanhar o crescimento do sistema. A Finep não conta com um orçamento definido e isso compromete a estabilidade de sua operação. Para mudar essa situação, temos que pensar em mudanças estruturais, reformular todo o sistema de financiamento e não ficar dependendo apenas do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do PSI (Programa de Sustentação do Investimento do BNDES). Precisamos de uma fonte de recursos sustentável ao longo do tempo, já que trabalhamos com projetos a longo prazo e, por isso, precisamos de recursos a logo prazo", desabafou.
Velmun voltou a tocar na questão da integração de esforços e ndescentralização de ações, afirmando que os resultados dos investimentos são potencializados com a cooperação entre as esferas de governo, trazendo maior capilaridade na promoção do desenvolvimento científico e tecnológico. "É fundamental respeitar as especificidades e diferenciações regionais, investindo em temas prioritários localmente", completou.
As informações são da Secom do Estado.
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