Economia

Parceria para inclusão financeira é lançada em Brasília

Evento reuniu representantes do governo, cooperativas e entidades privadas.

Atualizada em 27/03/2022 às 12h22

Brasília - O Sebrae e o Banco Central lançaram, na última quarta-feira (09), em Brasília, a Parceria Nacional para Inclusão Financeira. O evento contou com a presença do diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e da princesa Máxima Zorreguieta, dos Países Baixos, assessora especial para o desenvolvimento financeiro e inclusivo da Organização das Nações Unidas (ONU).

A parceria conta também com a participação dos ministérios das Comunicações, da Fazenda e da Justiça, além de entidades de crédito, como a Federação dos Bancos (Febraban) e a Organização das Cooperativas Brasilerias (OCB).

Na solenidade de abertura, Carlos Alberto dos Santos, que representou o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, destacou que a inclusão financeira é estratégica para o desenvolvimento do ambiente econômico no país. “O Brasil cresceu, melhorou a distribuição da renda e esse é o momento para deslanchar. Ainda são muitos os desafios, mas as oportunidades são maiores”, disse.

Entre os desafios apontados pelo diretor-técnico está a inclusão de 16 milhões de brasileiros que não têm conta bancária e não usam o sistema financeiro para o pagamento das contas. “Mas só isso não basta. Vamos trabalhar também na educação financeira. Educar os empreendedores sobre como usar as ferramentas disponíveis”, enfatizou.

Para o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, a inclusão financeira só é possível graças à estabilização da economia brasileira. Ele fez uma retrospectiva das ações adotadas pela instituição que facilitaram o acesso da população aos serviços bancários. Em 2002, segundo Tombini, 82% dos municípios brasileiros tinham pelo menos cinco pontos de atendimento bancário para cada 10 mil adultos. Hoje, esse percentual subiu para 94%.

Uma das medidas citadas pelo presidente do BC para garantir o acesso ao sistema financeiro nacional é a superação da barreira geográfica. “O Brasil tem dimensões continentais. É uma dificuldade. Mas, precisamos levar atendimento financeiro a todas as regiões. Essa é a nossa tarefa”, destacou. O uso do celular como meio pagamento, segundo ele, é uma alternativa para facilitar o acesso financeiro. A experiência já é usada com sucesso no Quênia, na África, e já está em teste no Brasil. “Isso vai favorecer muito a inclusão, porque temos 120 milhões de celulares no país”.

A princesa Máxima Zorreguieta, dos Países Baixos, que acompanha experiências de inclusão financeira em todo o mundo, mostrou estar bem informada sobre a situação financeira no Brasil. “Trinta por cento dos brasileiros só usam a conta bancária para receber salário”, ressaltou. A assessora da ONU lembrou o papel do Sebrae na democratização dos serviços financeiros e destacou que a assistência técnica é fundamental para garantir a qualidade do crédito. A princesa defendeu a educação financeira como prioridade. “Educar a população vai evitar o superendividamento”, declarou.

As informações são do Sebrae.

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