CAXIAS - Quem usa cadeira de rodas em Caxias enfrenta dificuldades para ter acesso a diversas repartições públicas e privadas. O radialista Airton Costa mostra que em seu dia a dia na cidade, assim como a de outros cadeirantes, a dificuldade já faz parte da rotina.
Em diversos prédios públicos, que deveriam servir como exemplo para quem tem limitações físicas, não há rampas. “Se eu precisar de algo dentro desses lugares é complicado, alguém vai ter que me intermediar ou não vou ter oportunidade”, reclamou o radialista.
Em escolas do centro, como a Unidade Escolar João Lisboa, o problema também existe.
Em alguns pontos de lazer, como praças, há rampas, mas na Praça Gonçalves Dias, por exemplo, no centro da cidade, a falta de respeito ao espaço do portador de necessidade especial é flagrante.
“A acessibilidade da praça existe, mas o carro está sobre a rampa. Isso é mais do que um desrespeito, não existe a lei de acessibilidade? A lei está aí, é para ser cumprida, mas, para passar, corri o risco de cair ou quebrar alguma peça da minha cadeira”, reclamou.
A Associação dos Deficientes Físicos de Caxias disse que pouca coisa mudou, seja na área pública ou privada, quanto à providências de acesso aos portadores desde que uma lei federal foi editada com essa finalidade.
Convocação - Um encontro já foi realizado no ano passado pela Associação dos Deficientes Físicos de Caxias em parceria com o Judiciário. A ideia era conscientizar o Poder Público e a iniciativa privada para garantir maior acessibilidade de quem tem limitação física, como explicou o presidente da entidade, Paulo Carneiro.
“A meta era sensibilizar o poder público e a iniciativa privada de que é necessário, de que é urgente a adequação dos prédios públicos e dos prédios da iniciativa privada às condições de acessibilidade para os portadores de necessidades especiais”, justificou o líder.
A associação entrou na Justiça por outros direitos, além de rampas. A diretoria da associação reivindica acessibilidade nos transportes públicos e interestaduais. Quem faz uso dos transportes garante que a dificuldade para se locomover nesses veículos ainda é muito grande.
“Aqui na nossa região é muito complicado, porque se a gente quiser se locomover tem que ser com a ajuda de outras pessoas”, declarou o cadeirante Helio de Sousa.
Conselho será criado em Codó
Codó - As pessoas com deficiência física que moram no município de Codó estão prestes a ter aprovada pela Câmara Municipal o Projeto de Lei (PL), de autoria do Executivo, que vai criar o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência. O coordenador regional para Assuntos da Pessoa com Deficiência, Takurumã Alves dos Santos, disse que o conselho vai fiscalizar recursos para o setor.
Na opinião do coordenador, Codó precisa desse conselho. “Se Codó já tivesse esse conselho há mais tempo as coisas aqui andariam melhor”, argumentou.
Takurumã dos Santos e Ana Selma Leonarda Sousa, que preside a associação que defende a categoria em Codó, estiveram semana passada na Câmara Municipal.
Esta semana, caso as modificações que os parlamentares fariam no Projeto de Lei já tenham sido concluídas, o PL deve voltar à ordem do dia para ser apresentado, oficialmente, no plenário do parlamento municipal. A votação ainda não tem data, mas a presidente está confiante e pedindo que seja breve, dado a importância do conselho.
“Muito importante, tanto para o nosso município quanto para nós, pessoas com deficiência. É uma conquista de todas as pessoas com deficiência”, concluiu Ana Leonardo.
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