Para crianças

SES realiza oficina sobre alimentação saudável para crianças

O objetivo é capacitar profissionais para atuar em seus municípios como multiplicadores.

Atualizada em 27/03/2022 às 12h31

SÃO LUÍS - A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por intermédio da Superintendência de Atenção Básica, realiza, até quarta-feira (27), uma Oficina para formação de tutores em alimentação complementar e saudável. O objetivo da oficina é capacitar profissionais da área de saúde, em sua maioria nutricionistas, para atuar em seus municípios como multiplicadores de técnicas saudáveis de alimentação complementar junto às equipes do Programa Saúde da Família (PSF) e Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF).

Além informar sobre as técnicas corretas de alimentação saudável para crianças a partir do sexto mês, a formação dos tutores tem como objetivo combater o incentivo e aumento no uso de alimentos inadequados para crianças, como refrigerantes, sucos, bolachas e outros produtos industrializados.

De acordo com Suely Ismael, coordenadora do Programa de Nutrição da SES, o treinamento exige que todos os participantes atinjam 100% de frequência durante os três dias de realização, de modo a garantir o recebimento do certificado expedido pelo Ministério, e o conhecimento por parte de todos os participantes, da importância da chamada Estratégia Nacional para Alimentação Complementar Saudável (ENPACS).

"A ENPACS está inserida na Política Nacional de Atenção Básica, como forma de fortalecer as ações de apoio e promoção da alimentação saudável no Sistema Único de Saúde (SUS), e incentiva a orientação alimentar como atividade de rotina nos serviços e unidades de saúde", explicou Suely Ismael.

O incentivo a uma dieta avalizada por hábitos alimentares saudáveis, voltada a crianças, como preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, é de suma importância para que no futuro possa se diminuir os riscos de agravos de saúde, além da obesidade, segundo a palestrante do treinamento, Marina Rea, representante da ONG International Baby Food Action Network (Ibifan).

"Com o uso de uma dieta correta, evitando alimentos que potencializam entre outros aditivos os corantes químicos e o sal, que futuramente pode levar a uma carga renal, ou mesmo contribuir para o fator de hipertensão no futuro, nós podemos reverter um quadro que vem se instalando no Brasil, de abandono dos alimentos regionais, que contribuem para uma relação muito rica do indivíduo com a ingestão de uma dieta balanceada em nutrientes necessários ao bom funcionamento do corpo humano", declarou a palestrante.

Outro ponto evidenciado no treinamento é o passo a passo para uma dieta especial destinada a crianças menores de dois anos, contida inclusive em um Guia Alimentar publicado pelo Ministério da Saúde, e que será utilizado durante o evento.

"Esse material de apoio é uma ferramenta indispensável que desde 2009, quando foi lançado, já vem rendendo ótimos resultados, mediante um conjunto de recomendações para alimentação complementar saudável. Para se ter uma idéia, em 2010 foram constatadas, por meio de pesquisas e acompanhamento, reduções importantíssimas de, por exemplo, risco de cárie dental em 44% das crianças com idade entre 12 e 16 meses; e redução do risco de diarréia de 32% na mesma faixa etária", enfatizou Ivone Amazonas, consultora da rede Ibifan.

Após o treinamento os tutores têm como primeira responsabilidade a organização de rodas de conversas e treinamentos, junto a profissionais de saúde e nutricionistas que atuam em programas e unidades de saúde nos seus municípios, como forma de multiplicar estes conhecimentos buscando a melhoria das práticas de alimentação complementar junto às mães e as crianças.

As informações são da Secom do Estado.

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