Imbróglio

José Arteiro marca posse para segunda-feira, mesmo com a eleição sub judice

Nesse mesmo dia, ocorre uma audiência com ações sobre votos separados de cinco municípios.

O Estado

Atualizada em 27/03/2022 às 12h54

SÃO LUÍS - Mesmo o resultado da eleição na Federação do Comércio do Maranhão (Fecomércio) estando sub judice, o empresário José Arteiro da Silva marcou para segunda-feira, 31, às 8h, sua posse como presidente reeleito da entidade. Nesse mesmo dia, que marca o encerramento do seu atual mandato, coincide a realização de audiência, às 9h, na 6ª Vara da Justiça do Trabalho, que irá apreciar a ações referentes aos votos depositados na urna em separado por cinco sindicatos, na eleição do dia 27 de abril.

Segundo José Arteiro, será uma posse formal e que, apesar das ações impetradas na Justiça do Trabalho, é legítima, por entender que venceu a eleição por 10 votos a 9 e cujo pleito e resultado foi referendado pelo Conselho de Representantes da Fecomércio. “O processo não depende de decisão judicial para se tomar posse”, garante.

O empresário Haroldo Cavalcanti Júnior, que concorreu à presidência da Fecomércio pela chapa 2, não se mostrou surpreso com a atitude de José Arteiro em marcar a posse, mesmo sabendo que a eleição está sub judice. “Esse comportamento arrogante, autoritário, se deu durante todo o processo e não poderia ser diferente agora, desrespeitando até mesmo a Justiça”, criticou.

Haroldo Cavalcanti Júnior disse que a sua chapa não reconhece a eleição, a apuração dos votos e a posse, enquanto o mérito das ações não forem julgadas pela Justiça do Trabalho. “A Justiça é que vai dar a última palavra e estamos confiantes de que será a favor da mudança”, ressaltou.

De acordo com Haroldo Cavalcanti, a apuração ocorreu de forma indevida, uma vez que foram contabilizados pela chapa de José Arteiro os cinco votos depositados em separado determinados pela juíza da 6ª Vara do Trabalho, Carolina Burlamaqui Carvalho.

Votaram em separado por estarem sub judices os sindicatos do Comércio Lojista de São Luís, dos Lojistas do Comércio de Caxias, do Comércio Varejista de Feirantes de Bacabal, do Comércio de Autopeças de Imperatriz e do Comércio Varejista de Açailândia. “A decisão da juíza foi descumprida, no momento em que se juntou os votos, se apurou os votos e não os identificou, quando eram para ficarem em separado”, argumentou Haroldo Cavalcanti Júnior.

Polêmica - A polêmica que envolve o voto em separado desses cinco sindicatos ocorreu devido a ações que foram impetradas na Justiça do Trabalho pelas chapas de Haroldo Cavalcanti Júnior e de José Arteiro, no sentido de impedi-los de votar no dia 27 de abril.

De um lado, a chapa de José Arteiro questionou na Justiça a legitimidade de três sindicados ligados a Haroldo Cavalcanti - Lojistas de São Luís, Lojistas de Caxias e Feirantes de Bacabal – de poderem votar, alegando pendências eleitorais.

Por sua vez, a chapa de Haroldo Cavalcanti entrou na Justiça com ação requerendo o impedimento de dois novos sindicatos - Comércio de Autopeças de Imperatriz e do Comércio Varejista de Açailândia - de participarem da eleição, pois foram filiados durante o processo eleitoral e ainda conseguiram o direito de votar já no pleito do dia 27 de abril, via alteração no estatuto da Fecomércio, quando só poderiam após quatro anos de filiação.

A situação desses sindicatos e dos votos que foram depositados em separado será objeto da audiência desta segunda-feira, às 9h, no Fórum Astolfo Serra, cujo resultado poderá mudar ou não os rumos da Federação do Comércio nos próximos quatro anos.

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