SÃO PAULO - A Universidade Farmacêutica de Kyoto, no Japão, está desenvolvendo uma injeção que não dói. Para quem tem medo, pode parecer assustador: em vez de uma agulha, são usadas de cem a trezentas, conforme o remédio injetado. Mas são tão pequenas que não atingem as terminações nervosas, portanto não causam dor. Elas ficam presas a um disco, do tamanho de uma moeda. O método também não usa seringa.
As microagulhas desenvolvidas pela equipe do professor Kanji Takada tem meio milímetro de altura. A metade superior é formada pelo remédio solidificado, que fica na forma da ponta da agulha. Quando elas são injetadas, o remédio se dissolve e penetra no organismo.
Os pesquisadores garantem que não dói. Então, a reportagem do Jornal Nacional se submeteu a um teste. O disco precisa ficar grudado à pele de 1 a 3 minutos. De fato, não se sente nada. A sensação é como se houvesse uma lixa bem fina sobre a pele. Fica apenas uma pequena marca.
Nos testes com um corante azul, a pele do voluntário ficou cheia de pontinhos. Aos poucos o corante foi se dissolvendo e, 24 horas depois, não havia mais nenhum vestígio.
Segundo os pesquisadores, ainda não foram injetados medicamentos em humanos – isso começa a ser feito até o ano que vem. Mas nos testes em animais, a agulha se mostrou eficiente para injetar insulina e remédios para câncer.
Teoricamente, a agulha pode ser usada para quase todos os remédios e vacinas, com exceção daqueles que precisam ser aplicados em grande quantidade e de uma vez só. Há outra vantagem: o disco não entra em contato com o sangue e é feito de material biodegradável. Pode ser jogado no lixo comum sem o risco de contaminação.
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