Moda

Modelos muito magras podem ser impedidas de desfilar

Ricardo Koiti Koshimizu / AgĂȘncia Senado

Atualizada em 27/03/2022 Ă s 12h56

BRASÍLIA - Com o objetivo de evitar distĂșrbios alimentares como a anorexia, tramita no Senado um projeto de lei - o PLS 691/07 - que proĂ­be a apresentação das modelos com Índice de Massa Corporal (IMC) inferior a 18 e tambĂ©m impede a "promoção de sua imagem por qualquer meio". A matĂ©ria estĂĄ na pauta da ComissĂŁo de Assuntos Sociais do Senado (CAS), que se reĂșne na manhĂŁ desta quarta-feira, 14.

Quando apresentou a proposta, em 2007, o senador Gerson Camata (PMDB-ES) citou o caso da modelo paulista Ana Carolina Reston Macan, que morreu em novembro de 2006, aos 21 anos, vĂ­tima da anorexia. No texto do projeto, ele afirma que "as modelos, para serem aceitas por agĂȘncias e poderem desfilar, precisam ter IMC de subnutrição, fator de extremo risco Ă  saĂșde, sem falar no pĂ©ssimo exemplo para milhares de mulheres adolescentes e adultas".

O relator da matĂ©ria, senador PapalĂ©o Paes (PSDB-AP), defendeu a aprovação do texto e argumentou que, "de fato, a anorexia acomete, predominantemente, as modelos da indĂșstria da moda, que associa a idĂ©ia de beleza Ă  imagem de corpos esquĂĄlidos".

PapalĂ©o lembra que, de acordo com a Organização Mundial da SaĂșde (OMS), uma pessoa tem peso abaixo do recomendado quando seu IMC Ă© inferior a 18,5. Ele observou ainda que os governos da Espanha e da ItĂĄlia jĂĄ teriam adotado medidas para controlar o IMC de modelos.

CĂĄlculo do IMC

Utilizado para a avaliação de adultos, o Índice de Massa Corporal Ă© calculado a partir do peso e da altura da pessoa: divide-se o peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metro).

Camata ressalta que, apesar de não ser um indicador da composição corporal (que exige uma avaliação mais detalhada), o IMC pode ser utilizado para avaliar o estado nutricional e apontar possíveis problemas de subnutrição ou obesidade.

ModificaçÔes

Em seu relatĂłrio, PapalĂ©o promoveu alteraçÔes no texto, mas disse que essas mudanças "preservam integralmente o conteĂșdo do projeto original". Segundo ele, isso foi necessĂĄrio, entre outras razĂ”es, para deixar mais clara a redação e as definiçÔes contidas na proposta.

Antes de chegar na ComissĂŁo de Assuntos Sociais (CAS), esse projeto de lei jĂĄ havia sido aprovado em outra comissĂŁo do Senado: a de CiĂȘncia, Tecnologia, Inovação, Comunicação e InformĂĄtica (CCT). Se for aprovado na CAS, o texto deverĂĄ ser enviado Ă  CĂąmara dos Deputados.

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