BRASĂLIA - O primeiro chip 100% brasileiro para rastreabilidade bovina entrarĂĄ, nesta semana, na fase final de testes antes de começar a ser produzido em larga escala. Desenvolvido pelo Centro de ExcelĂȘncia em Tecnologia Avançada (Ceitec) de Porto Alegre, ele serĂĄ testado em animais da Fazenda Experimental Santa Rita, no municĂpio de Prudente de Morais, em Minas Gerais.
Os ministros Sergio Resende, da CiĂȘncia e Tecnologia, Reinhold Stephanes, da Agricultura, e Dilma Rousseff, da Casa Civil, alĂ©m do governador de Minas, AĂ©cio Neves, participarĂŁo do lançamento da fase de testes em campo na quinta-feira (5), Ă s 10h. A identificação eletrĂŽnica possibilita o acompanhamento de informaçÔes genĂ©ticas, zootĂ©cnicas e sanitĂĄrias de cada animal, desde o nascimento atĂ© o abate.
O sistema de rastreabilidade desenvolvido pelo Ceitec conta com um software de banco de dados, um coletor e um brinco que contém um chip e uma antena. Para colher os dados do animal, basta aproximar um bastão com um leitor do chip, preso na orelha do animal. As informaçÔes são repassadas a um computador por meio de cabo ou rådio. Cada leitor tem capacidade de armazenar até 7 mil dados.
A rastreabilidade vem sendo cada vez mais exigida por paĂses compradores de carne. No inĂcio de 2008, a UniĂŁo Europeia embargou as importaçÔes de carne bovina brasileira devido a falhas no sistema de controle nacional e atĂ© hoje, um ano e meio depois, nĂŁo retomou as compras no mesmo volume de antes do embargo.
De acordo com nota divulgada pelo MinistĂ©rio da CiĂȘncia e Tecnologia, âo chip do boi faz parte da estratĂ©gia nacional de desenvolver um padrĂŁo brasileiro de rastreabilidade e, a partir daĂ, estimular a criação de um mercado compradorâ. O chip nacional deve ter o preço como grande diferencial aos pecuaristas, na medida em que eliminarĂĄ o pagamento da validação no exterior e de royalties.
O paĂs tem cerca de 200 milhĂ”es de cabeças de gado bovino, segundo dados do MinistĂ©rio da Agricultura, e Ă© o maior exportador mundial de carne. As exportaçÔes do setor ultrapassam R$ 2 bilhĂ”es.
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