SÃO PAULO - Mal começou a vacinação contra a nova gripe nos Estados Unidos e uma antiga polêmica sobre a aplicação de qualquer tipo de vacina se reacendeu. Embora os argumentos usados sejam os mesmos já refutados por vários estudos científicos, os grupos adeptos de “abordagens naturais” voltaram a levantar os mesmos questionamentos. Com isso, geram preocupação especialmente entre os pais, que deverão decidir pela imunização ou não de seus filhos. Um dos arautos da corrente antivacinas é Joseph Mercola. Desta vez, ele questiona a utilização de adjuvantes (substâncias de reforço do imunizante) em uma das vacinas utilizadas nos Estados Unidos.
Mas os estudos de segurança sobre as vacinas desenvolvidas contra o vírus influenza A (H1N1), divulgados pouco a pouco, trazem resultados animadores até agora. Só uma dose é suficiente para gerar imunidade contra o vírus H1N1 a partir dos 10 anos de idade; as crianças menores precisam receber 2 doses.
Na última semana, até a preocupação dos especialistas sobre aplicação concorrente de vacinas foi respondida. Não se sabia se a administração da vacina contra a nova gripe poderia ser feita ao mesmo tempo ou mesmo em um curto intervalo em relação à vacina da gripe sazonal.
Para entender essa dúvida é importante entender que existem dois tipo de vacina: as produzidas com base em vírus vivos atenuados e as feitas com vírus inativados, ou fragmentos de vírus.
Segundo o instituto de Saúde do governo americano, a combinação de vacinas deve seguir a seguinte regra: vacinas de vírus atenuados não devem ser administradas juntas. Portanto, a combinação de vacinas de vírus atenuados com vírus inativos está liberada.
Com a vacinação em curso, poderemos observar melhor a ocorrência de efeitos adversos na população.
No caso do Brasil, a vacina contra o H1N1, do tipo vírus inativado, será utilizada somente no ano que vem.
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