Violência

Ex-ministro do TSE levou 32 facadas, diz polícia

G1

Atualizada em 27/03/2022 às 13h10

BRASÍLIA- A Polícia Civil do Distrito Federal informou na tarde desta terça-feira (1º) que o laudo do Instituto Médico Legal (IML) constatou que o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela levou 32 facadas. Ele, a esposa, Maria Villela, e a empregada do casal, identificada como Francisca, foram encontrados mortos na segunda-feira (31) no apartamento onde moravam, em Brasília.

Ainda segundo a polícia, Francisca teria levado 19 facadas e foi a primeira a ser morta. O laudo de Maria ainda não foi divulgado pelo IML. A delegada titular da 1ª DP, Martha Vargas, disse que a polícia localizou a faca que pode ter sido usada no crime. Segundo ela, o objeto encontrado em uma pia tinha marcas de sangue.

“Trabalhamos com essa linha, porque [os suspeitos] levaram joias da família. Tanto a família quanto a perícia encontraram várias caixas vazias, onde deveriam estar as joias”, disse a delegada. Segundo ela, a polícia já tem pistas dos suspeitos.

O diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Cleber Monteiro, disse que, pelo tipo de crime, as chances de haver mais de um criminoso é forte. “Em um latrocínio, dificilmente o autor trabalha sozinho. A possibilidade de ter mais de um é concreta”, disse Monteiro.

Segundo ele, sete testemunhas foram ouvidas nesta terça –parentes das vítimas e funcionários do prédio onde o ex-ministro morava. Monteiro afirmou que moradores podem ser ouvidos nesta quarta, caso seja necessário.

Crime

Os três corpos foram encontrados na noite de segunda-feira (31), na quadra residencial 113 Sul, em Brasília. No apartamento, que fica no sexto andar, não havia sinais de arrombamento. Foi uma neta do casal que avisou a polícia.

Desde sexta-feira (28), José Guilherme Villela e a esposa não eram vistos no escritório da família. Como a neta não conseguiu falar com os avós por telefone, levou um chaveiro para abrir a porta do apartamento. A polícia foi acionada e chegou ao local na noite de segunda-feira.

Carreira

Mineiro da cidade de Manhuaçu, Villela tinha 73 anos. Foi para Brasília nos anos 60. Foi procurador do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TC-DF), e, já na década de 80, ministro do TSE. Como advogado, atuou no caso Collor em 1992, e, recentemente, no processo do mensalão.

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