SÃO PAULO - O Instituto Adolfo Lutz, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, anunciou nesta terça-feira (16) que o vírus da gripe suína encontrado em pacientes infectados no estado é ligeiramente diferente do encontrado na Califórnia, Estados Unidos, o primeiro a ser isolado depois do aparecimento da doença. A descoberta foi feita a partir do sequenciamento e isolamento do vírus coletado do primeiro paciente detectado com a doença em São Paulo. O “novo” vírus foi batizado como Influenza A/São Paulo/H1N1.
De acordo com a secretaria, o vírus seqüenciado em São Paulo tem uma mutação na proteína hemaglutinina – que é a responsável pela capacidade do vírus de invadir as células humanas. Essas informações e toda a caracterização genética do vírus são fundamentais para a elaboração de vacinas, por exemplo, e para investigar se houve outras mutações em outras partes do mundo.
Trata-se, no entanto, de um passo inicial para a produção da vacina. É preciso agora caracterizar o vírus em outros pacientes para se chegar à formulação mais adequada para impedir a propagação da variedade mais comum no Brasil. Só então pode começar a produção de imunizantes, um processo que envolve o uso de ovos de galinha para multiplicar o vírus e demora alguns meses.
Desde o início da propagação da doença, que foi reclassificada como pandemia pela Organização Mundial da Saúde, foram registrados 27 casos da gripe suína em São Paulo, enquanto outros 21 pacientes seguem sendo monitorados com suspeita da doença.
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