SÃO LUÍS – O deputado federal Sarney Filho (PV) declarou, na manhã desta quinta-feira (30), que o recurso de R$ 300 milhões, disponibilizado pelo Ministério da Integração para recuperação dos municípios atingidos pelas chuvas, é muito pouco diante dos problemas enfrentados pela população. Esse valor total, segundo ele, é destinado a todo o Nordeste e não somente para o Maranhão. A intenção dos deputados maranhenses na Câmara Federal é assegurar pelo menos R$ 150 milhões para o estado.
– Esse valor é insuficiente! Na tragédia ocorrida em Santa Catarina, por exemplo, foi liberado R$ 1 bilhão. Nós também temos uma situação complicada e um estado muito mais pobre – disse o deputado Sarney Filho.
Ele ressaltou ainda que a burocracia para esses recursos serem liberados podem atrapalhar bastante, já que eles podem demorar a chegar. Um exemplo disso é o recurso destinado ao município de Tuntum, ainda no ano passado, que até hoje não foi enviado.
– Apesar do governo federal estar se colocando à disposição do estado para ajudar nessa situação de chuvas e enchentes, a burocracia é muito grande. Nós deputados nos focaremos para tentar fazer os recursos chegarem o mais rápido possível no estado. Isso porque quando as águas baixarem, os problemas serão ainda maiores, com problemas de saúde e plantações destruídas – completou Sarney Filho.
As declarações do deputado federal foram dadas pouco antes da sua participação no III Congresso Nacional de Direito Ambiental e III Congresso Brasileiro de Advocacia Ambiental, que está sendo encerrado nesta quinta-feira, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, no Cohafuma.
Sarney Filho, que é coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, participou da exposição com tema “A Questão Amazônica e a Soberania Nacional”. Ele falou sobre a importância da Amazônia para todo o mundo, como um bioma vasto e que presta um serviço ao planeta.
– A floresta Amazônia é uma peça muito importante, principalmente nessa emergência climática em que vivemos, com catástrofes constantes. Não me preocupo, por exemplo, com uma suposta tomada da floresta por estrangeiros, mas caso eles percebam que estamos destruindo a Amazônia, isso se torna um risco.
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