Pesquisa

Mulheres e solteiros lideram inadimplência

Atualizada em 27/03/2022 às 13h22

SÃO PAULO - Os brasileiros já começaram a sentir os reflexos da crise financeira. Segundo pesquisa da TeleCheque, empresa especializada em verificação de cheques no varejo, os brasileiros com renda de quatro a seis salários foram os mais inadimplentes nos últimos meses de novembro e de-zembro (42,92%).

O levantamento foi realizado a partir de uma base de dados composta de 890 consumidores, ouvidos em novembro e dezembro de 2008. A pesquisa apontou as mulheres, os solteiros e os consumidores com renda de R$ 2.075,00 a R$ 2.490,00 como os de maior taxa de inadimplência. No período, as mais endividadas foram as mulheres (57,08%), com idade de 31 a 40 anos (34,38%) e solteiras (44,04%). Já os homens representaram 42,92% dos consumidores inadimplentes.

Apesar de maduras e independentes, gastos com presentes, festas e viagens de fim de ano acabaram comprometendo o orçamento as mulheres. Os principais gastos são com Vestuário (11,91%), Lojas de Departamento (11,46%) e Telefonia Celular (9,89%). “A partir de agora, a tendência é de que os gastos se concentrem em itens de primeira necessidade”, estimou José Antonio Praxedes Neto, vice-presidente da TeleCheque.

Por faixa etária, os consumidores inadimplentes estavam concentrados na faixa dos 21 a 30 anos (30,56% da base) e dos 31 a 40 anos (34,48%). Por estado civil, boa parte (44,04%) dos inadimplentes era solteira, mas com uma participação importante de casados (43,71%).

Em termos de renda, a pesquisa registrou que a maior parcela (22,36%) dos inadimplentes ouvidos declarou ter renda de R$ 2.075,00 a R$ 2.490,00. Outros 20,56% registraram renda de R$ 1.661,00 a R$ 2.075,00, enquanto uma fatia de 19,55% acusou uma renda mensal de R$ 1.246,00 a R$ 1.660,00.

Motivos

Quando questionados sobre os motivos da inadimplência, uma parcela de 59,89% dos consumidores inadimplentes ouvidos acusou “Descontrole financeiro/esquecimento”. Uma fatia de 9,33% registrou a resposta “Emprestar o nome”, enquanto 3,82% da base de consumidores justificou o atraso com o desemprego.

Em 2008, o desempenho do comércio varejista foi forte, o número de empregos aumentou e ainda houve a valorização do real, mas com a chegada da crise, esse cenário mudou. “Muitos já tinham realizado compras pré-datadas em cheques, cartões de crédito ou crediário, e não puderam honrar com o pagamento”, avaliou Praxedes Neto. As informações são de O Estado.

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