Crime

Pai mata filha de apenas cinco meses

Diário do Pará

Atualizada em 27/03/2022 às 13h23

MARABÁ – O caminhoneiro Mário Domingos da Silva, de 49 anos, foi preso ontem pela polícia de Marabá, acusado de ter matado a própria filha em um ato de extrema barbárie. Segundo informações de populares, Mário tem a fama de ser “valentão” no bairro Folha 35, da Nova Marabá, onde morava com a mulher Ana Paula dos Santos, de 21 anos e a filha Evelim dos Santos Silva, de cinco meses.

De acordo com relato de Ana Paula. Na quarta-feira, por volta das 22h, o caminhoneiro, que costuma fazer várias viagens para fora do estado, chegou em casa muito nervoso e ao ver que sua filha de cinco meses não parava de chorar, colocou a menina em suas pernas e começou a lhe bater com um cinto. Como a criança não se calava, Mário bateu por várias vezes a cabeça da filha no chão. Ana Paula disse que nada pôde fazer diante da situação, uma vez que ele ameaçava quem chegasse perto para tentar ajudar, alegando que só estava dando “uma lição para que a criança não chorasse mais”.

Depois de alguns minutos de agressão, Evelim parou de chorar. Foi quando a mãe tentou ver o estado da filha, mas já era tarde. A criança já estava inconsciente. Ana Paula ficou desesperada e, assim que o marido se distraiu, ela pegou a criança nos braços e fugiu pedindo ajuda aos vizinhos que levaram o bebê ao Hospital Municipal de Marabá. A criança foi atendida, mas amédica de plantão informou que não poderia fazer mais nada.

A avó da criança, que não quis se identificar, contou à polícia que Evelim ficou algumas vezes em sua casa, pois a mãe temia que o pai fizesse algo. “Quando ela ouvia a voz do pai, ficava retraída e começava a chorar. Era um bebê muito esperto. Só chorava na presença do pai”.

A avó contou também que Mário ameaçava todos que tentavam ajudar sua filha Ana Paula. Segundo ela, o caminhoneiro a ameaçava constantemente por causa de ciúmes doentios. “Um dia, ele queimou a roupa de Ana Paula e de Evelim e sumiu com vários objetos pessoais das duas de dentro de casa”, contou a sogra. Ana Paula “vivia” com Mário há dois anos e nunca registrou ocorrência na polícia, com medo que ele cumprisse as ameaças que fazia contra ela. Ana Paula contou que todos os dias era ameaçada de morte.

Segundo a cópia do laudo, fornecida pelo Instituto Médico Legal de Marabá, o corpo do bebê apresentava diversas marcas de cinto e a causa mortis ainda não foi confirmada, entretanto, tudo indica que Evelim tenha tido uma hemorragia, em razão do traumatismo craniano.

O delegado responsável pelo caso, Reinaldo Marques Jr, informou que o acusado vai ser indiciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado, em razão da vítima não apresentar nenhuma defesa. Se condenado após julgamento, ele poderá pegar uma pena de 12 a 30 anos de prisão.

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