SÃO LUÍS - O empresário Fernando Sarney, presidente do Conselho de Administração do Sistema Mirante de Comunicação, disse nesta quarta-feria (9) que acompanha com tranqüilidade o desenrolar dos fatos em torno da notícia sobre a movimentação da sua conta bancária em 2006.
Ele explicou que a investigação, que se processa na Justiça Federal do Maranhão, trata-se de procedimento fiscal normal, trabalho feito pela Receita Federal e pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), em milhares de contribuintes em todo o país.
- Querem dar conotação política ao que nada tem de política. Nunca fui candidato a cargo eletivo e não fui responsável pelo gerenciamento da campanha eleitoral de 2006 - assegurou.
Fernando Sarney esclarece que os R$ 2 milhões alvo da investigação, foi um empréstimo obtido por ele junto a outro empresário, através de contrato legalmente registrado em cartório e lançado em sua declaração de Imposto de Renda (IR) do ano passado.
- Nada às escuras, tudo absolutamente registrado, sem nenhuma irregularidade, tudo às claras – enfatizou.
Para o empresário, o que pode ter gerado algum mal entendido foi o fato de o empréstimo ter caído, equivocadamente, numa das contas da empresa do grupo. Como a operação era de cunho pessoal, como atesta o contrato registrado em cartório, imediatamente a conta da empresa devolveu o dinheiro à fonte de origem e, aí assim, o depósito foi para sua conta pessoal, de onde foi sacado.
- O dinheiro atendeu uma questão de interesse privado e tanto isso poderia ser feito que não houve nenhuma dúvida em lançá-lo no meu Imposto de Renda pelo menos um ano antes de eu saber que seria investigado – esclareceu Fernando Sarney.
Sobre outros valores, de menor monta, anotados como sacados em espécie das contas das empresas, o empresário lembra que tudo consta de registros contábeis devidamente registrados. Ele lembra ainda que não foi candidato a nada em 2006, da mesma forma que nunca disputou um cargo eletivo em toda a sua vida.
- Minha atividade é empresarial e é a ela que eu me dedico. Os tribunais sabem perfeitamente a quem coube o gerenciamento financeiro de cada campanha de 2006 - finalizou.
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