SLAVADOR - Um jovem inconformado com o fim do relacionamento matou a ex-companheira, feriu dois parentes dela, fez 15 pessoas reféns e depois se matou em Teixeira de Freitas (836 km de Salvador). O caso ocorreu na noite de quarta-feira (19).
O desempregado JĂ©ferson Marcelino, 28 morou durante cerca de quatro anos com a nutricionista Caroline Brauer, 29. Ele entrou na casa da ex-companheira, que, desde o fim do relacionamento, em 2006, voltou a morar com os pais em uma casa no centro da cidade. Marcelino disparou contra ela, de acordo com a PolĂcia Civil.
Segundo o delegado Nelis AraĂșjo JĂșnior, coordenador da 8ÂȘ Coorpin (Coordenadoria de PolĂcia do Interior) de Teixeira de Freitas, Marcelino entrou na casa da famĂlia de Brauer, onde estava ocorrendo uma confraternização familiar, por volta das 17h de ontem. O portĂŁo estava encostado. Logo que entrou, o desempregado atirou trĂȘs vezes contra Brauer: no tĂłrax, nas costas e na nuca.
"Depois de atirar na menina, a intenção dele era matar o maior nĂșmero de pessoas possĂvel. No caminho da garagem atĂ© a sala, ele encontrou pessoas que correram para banheiros, quartos e, inclusive, esconderam-se em guarda-roupas", disse AraĂșjo JĂșnior.
Marcelino avistou o pai e a avó da nutricionista na sala e disparou contra eles. Abelardo Brauer, 55, foi atingido no peito e Oscarlina Brauer, de aproximadamente 80 anos, levou um tiro de raspão no braço.
"Nesse momento, ele percebeu que a polĂcia chegou ao local e retornou para a entrada da casa. Ele sentou em uma cadeira, usou o corpo da jovem como escudo e apontou a arma contra a cabeça dela", disse AraĂșjo.
Por volta das 18h, a PolĂcia Militar e a PolĂcia Civil começam a negociar com Marcelino.
"Quinze pessoas ficaram confinadas em um quarto no segundo andar. Num momento em que Marcelino estava distraĂdo, policias subiram e as resgataram pela janela."
Na seqĂŒĂȘncia, a polĂcia constatou que a mulher jĂĄ estava morta. A PM arremessou uma granada de luz e som com efeito atordoante e entrou na casa. Marcelino atirou contra a cabeça e foi encaminhado ainda com vida para o Hospital de Teixeira de Freitas, onde morreu por volta das 22h.
Tanto a avĂł como o pai da nutricionista nĂŁo correm risco de morte. Marcelino foi preso no dia 26 de outubro de 2006 por agressĂŁo e porte ilegal de arma. Depois de 30 dias, ganhou liberdade provisĂłria.
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