SÃO LUÍS - Pelo menos trinta e seis crianças de São Luís que escreveram para o Papai Noel e depositaram suas cartas em uma agência dos Correios vão ter um Natal diferente. Os pedidos que elas fizeram foram atendidos por membros do Ministério Público do Maranhão, graças à "adoção" das cartas. A entrega dos presentes aconteceu diretamente nas casas das crianças na última quarta-feira, 18, em conjunto com uma equipe dos Correios.
Ronney Costa Nunes, 11, que mora no bairro da Alemanha foi o primeiro a receber os presentes. Ele pediu para o Papai Noel uma chuteira e uma bola de futebol e teve o desejo atendido pelo promotor de justiça Antonio Nepomuceno Lopes. "Eu nem acreditava que ia ganhar esses presentes. Escrevi sem muita esperança de ser atendido", disse Ronney.
A diretora das Promotorias de Justiça da Capital, Glória Mafra, atendeu o pedido das irmãs Dielly e Drielly Oliveira Rodrigues, de 3 anos e 2 meses de idade, respectivamente. A carta escrita pela mãe das crianças pedia um urso de pelúcia grande, uma boneca com carrinho de bebê e um par de botas. "Ações desse tipo nos fazem ver como coisas que passam despercebidas para a gente podem ser tão importantes para outras pessoas, que vivem em outras realidades", declarou.
Para Glória Mafra, o caso mais tocante que ela encontrou nas cartas "adotadas" pelos membros do MPMA foi o de Karlene, 22, mãe de três filhos que mora em uma palafita em uma área de mangue no Ipase de Baixo. Ela recebeu uma televisão de 21 polegadas, presenteada pelos promotores de justiça Mariléa Campos, Carlos Augusto Oliveira e Manuel Octavio. "Meus filhos não têm onde brincar, nem dentro nem fora de casa, por causa da lama. Pedi a TV para que eles fiquem quietos em casa".
O projeto de "adoção" das cartas já existe há 13 anos e este ano deve contemplar pelo menos 80% das mais de cinco mil cartas destinadas ao Papai Noel e recebidas pelas agências dos Correios em todo o Maranhão. Todo ano, as crianças que não tiveram suas cartas "adotadas" recebem uma carta do Papai Noel, reforçando a necessidade do bom comportamento e do empenho nos estudos.
"É uma forma de não deixar as crianças sem resposta e manter a esperança de ter suas cartinhas contempladas", explica a gerente da agência dos Correios do João Paulo, Rosângela Rodrigues. "É comum que elas escrevam no ano seguinte, agradecendo a carta que receberam do Papai Noel".
Foi a primeira vez que o Ministério Público do Maranhão participou da ação. Em 2008, a intenção é expandir a "adoção" das cartas para todos os membros e servidores do MPMA.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.