SÃO LUÍS - Com pouco mais de 5 km de extensão, a avenida Litorânea está completamente abandonada pelo poder público. Calçamento parcialmente quebrado, ladrilhos do canteiro central soltos, falta de placas de sinalização, entre outros problemas, dão um cenário deprimente a um dos principais cartões-postais de São Luís. Até a Praça de Alimentação, que começou a ser reformada, teve seus serviços suspensos. Comerciantes e banhistas reclamam do abandono do local.
O principal problema na avenida Litorânea é a grande quantidade de ladrilhos soltos no canteiro central, o que lhe dá um aspecto de abandono e configura-se em risco para pedestres, que podem tropeçar e cair. “Esses ladrilhos do canteiro deveriam ser repostos, porque, da forma como estão, deixam a avenida com um estado pouco atrativo para os turistas”, afirmou o comerciante Deuzimar Oliveira.
Um outro ponto crítico da via está ao lado do posto do Corpo de Bombeiros, localizado no primeiro quilômetro da avenida no sentido praia do Calhau-Caolho. Próximo a uma barraca de coco, parte do calçadão cedeu por causa da falta de manutenção. Curiosamente, hoje, em função do abandono, o grande buraco serve apenas como depósito de lixo e como uma espécie de “canteiro”.
“É muito triste ver a Litorânea nesse estado de desamparo, já que é um dos locais mais freqüentados de São Luís”, observou o autônomo Carlos Matos, que ontem estava na praia com um grupo de amigos. Em toda a extensão da avenida, são visíveis outros problemas como falta de placas de sinalização, bueiros quebrados, buracos no calçadão e quiosques de venda de coco pichados, com parte da azulejaria deteriorada.
Anfiteatro
A Praça de Alimentação da avenida Litorânea é um dos locais mais problemáticos. O anfiteatro, por exemplo, já nem mais é utilizado. Nem mesmo a cobertura foi reposta. A lona que cobria o espaço foi retirada no começo do ano passado por determinação do Ministério Público, acatando recomendação do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Maranhão (Crea-MA). A cobertura estava em condições precárias e as hastes de sustentação estavam enferrujadas, o que configurava-se em risco iminente de acidentes, com a queda da estrutura.
De acordo com comerciantes instalados no local, tinha uma placa do Governo do Estado indicando que o anfiteatro seria reformado no prazo máximo de 120 dias. Uma obra que custaria algo na casa dos R$ 140 mil, valor fixado na placa, segundo comerciantes. A obra apenas começou a ser realizada. Depois das auferições da mureta de proteção da praça e de alguns reparos superficiais, ela foi parada por completo. “Eles apenas tiraram algumas medidas, fizeram uma limpeza e só. Depois disso, nunca mais vi os técnicos do Governo do Estado aqui”, contou Francisco Araújo, vendedor de cocos que trabalha em frente ao anfiteatro.
Enquanto os reparos não são retomados, as pessoas que freqüentam a praça, principalmente crianças, correm risco de acidentes, já que a mureta de proteção está quebrada. Os banheiros, completamente sujos e depredados, servem, até, de abrigo para marginais.
A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Infra-Estrutura (Sinfra) não foi encontrada para falar sobre o assunto.
Saiba Mais
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.