Acusado de assassinar estudante se entrega em Brasília

G1

Atualizada em 27/03/2022 às 14h09

BRASÍLIA - Bruno da Silva Faria, 19 anos, acusado de assassinar um estudante em Brasília no último fim de semana, se entregou à polícia na noite desta segunda-feira (15). De cabeça baixa, não quis falar sobre o crime. Segundo a polícia, usa do direito de permanecer calado.

O delegado responsável pelo caso, Jefferson Lisboa, informou que Bruno estava escondido numa casa no Paranoá, cidade próxima a Brasília, e decidiu se apresentar depois que teve a prisão temporária expedida. O rapaz disse que é estudante, mas a polícia não soube dizer qual escola ele freqüenta.

Ainda nesta terça-feira (16), o acusado será encaminhado para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE). Bruno foi indiciado por homicídio qualificado, e a polícia disse não ter dúvidas de que ele é o autor dos disparos que mataram Paulo Roberto, no último fim de semana.

“Hoje, a confissão do autor do crime pra nós é desnecessária, pelo conjunto de provas que nós já temos. Conseguimos várias testemunhas que reconhecem ele como o autor do disparo de arma de fogo que vitimou Paulo. A Constituição garante a ele o direito de permanecer calado”, explica o delegado da 1ª Delegacia da Polícia da Asa Sul,.

Histórico

Paulo Roberto Rosal Filho, de 24 anos, foi assassinado na madrugada do último sábado (13), no estacionamento externo da Associação Atlética Bando do Brasil (AABB), no Setor de Clubes Esportivos Sul, em Brasília.

Ele levou um tiro quando saía de uma festa e morreu logo depois. Paulo tinha se formado em Direito no final ano passado e, segundo os amigos, estudava para prestar concurso público.

O grupo que estava com ele no momento do crime disse que não houve discussão nem briga. Os amigos da vítima contaram que um rapaz se aproximou, fez um sinal chamando Paulo e um outro disparou duas vezes. O primeiro tiro falhou e o segundo acertou na altura do queixo.

Logo após do assassinato, três rapazes acusados de participar do crime foram presos. Arikson Ramos Rocha e os irmãos Joel de Araújo Costa e Jefferson de Araújo Costa. O autor dos disparos, Bruno da Silva Farias, de 19 anos conseguiu fugir.

Depois de ouvir testemunhas a polícia concluiu que o assassinato foi planejado. O grupo decidiu matar Paulo por vingança, porque em outubro de 2006 o rapaz brigou com Arikson, integrante do grupo.

A prisão temporária de Bruno é válida por 30 dias. O inquérito policial dos outros três acusados será enviado à Justiça na próxima quinta-feira.

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