Renan e Sarney prometem imparcialidade a Chinaglia

Atualizada em 27/03/2022 às 14h10

BRASÍLIA - Depois de obter avanços na bancada do PMDB da Câmara, o líder do governo e candidato à presidência da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), recebeu o compromisso de imparcialidade do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do senador José Sarney (PMDB-AP), apoiadores da candidatura à reeleição de Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Em telefonemas separados, Calheiros e Sarney disseram a Chinaglia que ficarão distante da disputa na Câmara, que não estão fazendo campanha para Rebelo, além de não fazerem objeções ao nome do petista para presidir a Câmara.

Os telefonemas e a carta pública divulgada por Calheiros na quinta-feira foram comemorados pelos aliados de Chinaglia como um baque na candidatura de Rebelo. Na nota a imprensa, Calheiros afirmou que "não participa, não articula e não discute - direta ou indiretamente - a eleição da Câmara". Para os aliados do petista, Calheiros e Sarney largaram o barco de Rebelo ao perceber que a candidatura de Chinaglia avançou nos últimos dias.

No PMDB, o entendimento é que a Calheiros foi pressionado a assumir essa posição para preservar sua reeleição ao comando do Senado. A interferência na sucessão da Câmara estava provocando insatisfações entre os peemedebistas e gerando uma rebelião interna contra os dois senadores que são os principais interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas articulações para a composição do ministério do segundo governo.

Aliados de Rebelo, no entanto, procuram fazer uma avaliação de que a posição pública dos dois senadores é natural. De acordo com esse entendimento, o presidente do Senado apenas quis deixar claro que as eleições para as Mesas Diretoras são distintas. "São dois processos com lógicas diferentes. O presidente do Senado apenas está separando esses processos", afirmou o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE), um dos coordenadores da campanha de Rebelo.

Apesar dos últimos movimentos públicos desfavoráveis a Rebelo, o comando de campanha do comunista está otimista. Na avaliação feita nesta semana, os aliados contabilizaram votos suficientes para vencer no plenário. A mesma análise é feita pelos aliados do adversário. Coordenadores da campanha de Chinaglia já pensam em criar pontes para atrair o PSB e o PCdoB, principais partidos de apoio a Rebelo, para permitir um eventual recuo da candidatura do comunista.

Queimar pontes

"Nós queremos ampliar o diálogo. Não podemos queimar as pontes. Tem de dar uma saída para Aldo", afirmou o deputado Odair Cunha (PT-MG), que integra o comando da campanha de Chinaglia. "Não estamos fazendo um movimento contra Aldo, mas um movimento a favor de Chinaglia. O diálogo com o PSB e como o PC do B é importante", completou, ressaltando que todos querem um único candidato da base. A idéia dos aliados do petista é difundir a candidatura de Chinaglia como a mais viável para a base.

"O Aldo vai para a disputa no plenário. A decisão da candidatura já foi tomada por um grupo grande de parlamentares de vários partidos. Aldo será o candidato da Casa", disse Renildo Calheiros, reafirmando a disposição do presidente da Câmara de disputar os votos na eleição que está marcada para o dia 1º de fevereiro.

Informações do G1

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