Petrobras admite defasagem no preco do gás no mercado interno

Agência Brasil

Atualizada em 27/03/2022 às 14h13

RIO DE JANEIRO - Ao mesmo tempo em que sustenta não haver necessidade de aumento no preço do gás natural importado da Bolivia, a Petrobras admite existir defasagem entre o preço do gás natural praticado no país e o dos combustíveis que ele substitui.

Em nota divulgada esta semana, a estatal brasileira afirmava que uma das razões para esta defasagem era o “desequilíbrio” entre a oferta e o crescimento da demanda pelo produto, "mais rápido do que seria sustentável".

A Petrobras lembrava, na nota, que apenas vende o gás para as distribuidoras estaduais, que “definem os preços finais e os reajustes para os consumidores residenciais, veiculares, industriais e para as termelétricas”. A nota informava também que durante dois anos (2003 a 2005) manteve estáveis os preços para as essas distribuidoras, "o que significa dizer que não repassou os reajustes ocorridos no preço do gás da Bolívia".

O crescimento da demanda brasileira, em torno de 17% ao ano, de acordo com a nota da Petrobras, é "uma das maiores taxas do mundo, exatamente porque o preço no mercado interno está defasado em relação aos demais combustíveis alternativos”.

A empresa lembrava ainda, na nota, que vem investindo no aumento da produção interna: "A partir de 2008, estaremos aumentando progressivamente a oferta no mercado interno. Em 2011, o Planejamento Estratégico prevê uma demanda em torno de 121 milhões de metros cúbicos/dia, dos quais cerca de 59% serão atendidos pela produção doméstica e o restante, pelo produto importado da Bolívia e pelos terminais de regaseificação de gás natural liqüefeito (GNL)”.

Atualmente, a Petrobras importa da Bolívia cerca de 26 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. O volume é pouco mais do que a metade do consumo nacional do produto e atende, principalmente, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

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