SÃO PAULO - O candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, preferiu falar, na propaganda eleitoral gratuita na noite deste domingo, de habitação, ao invés de optar pelo tema pertinente ao Dia do Professor --comemorado hoje-- escolhido por seu adversário petista, Luiz Inácio Lula da Silva.
O tucano criticou a política de financiamentos da Caixa Econômica Federal no setor e disse que fará a instituição financiar habitações àqueles que ganhem a partir de três salários mínimos e não apenas aos que recebem a partir de cinco, como é feito hoje.
"Casa pro povão", disse Alckmin. Logo depois, citou os mutirões da casa própria, promovidos por ele no Estado de São Paulo. "Isso sim que é governar com a força do povo", afirmou, em referência ao slogan de campanha de Lula, e complementou dizendo que investirá "pesado" em habitação e na urbanização de favelas.
Lula, por sua vez, abriu o programa homenageando sua primeira professora. Em seguida, bateu forte na questão educacional durante o governo FHC. "Ao contrário do governo anterior", disse, foi investido nos ensinos fundamental, médio e superior.
"Meu sonho é transformar o Brasil no país mais democrático no acesso à universidade", afirmou Lula, que comparou números escolhidos estrategicamente para deixar o governo FHC em situação de desvantagem. Citou, por exemplo, o número de bolsas de estudo oferecidos a universitários e de livros didáticos distribuídos para estudantes do Ensino Médio durante o governo tucano, cuja resposta era "nenhum" nos dois itens.
Depois, prometeu financiamento a "juro real zero" para quem estiver estudando para ser professor, além de um piso nacional para o magistério. "Se reeleito, a educação será minha prioridade máxima", encerrou o petista.
Bolsa e dossiê
O programa Bolsa Família, mais uma vez, foi ponto de divergência entre petista e tucano. Enquanto Lula sugeria o fim do programa, caso Alckmin vença, o tucano dizia que bom governante "tem de ter cabeça e coração" e que "nisso [o Bolsa Família], ninguém mexe".
Novamente, ao fim de sua emissão, Alckmin tocou no assunto do dossiê anti-tucano. Disse que "Lula manda na Polícia Federal, nos ministros e no PT", mas não fala a origem do dinheiro para compra do dossiê que, agora, não era mais para prejudicar Serra nem os tucanos, mas, especificamente, Geraldo Alckmin.
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