BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello, tentou encerrar nesta quinta-feira a polêmica gerada em torno de suas declarações à imprensa nas quais comparou o caso do chamado "dossiê Serra" ao escândalo Watergate, ocorrido na década de 1970 nos Estados Unidos.
A relação entre os dois casos provocou a reação do novo coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, Marco Aurélio Garcia nesta manhã, durante sua primeira entrevista no cargo.
"É uma declaração impressionista, no mínimo exagerada, para não dizer que tenha conotação partidária", disse Garcia a jornalistas.
Diante disso, o presidente do TSE buscou esfriar a repercussão do caso ao minimizar a crítica do petista.
"Não vislumbro nas palavras de sua excelência qualquer aspecto que pudesse implicar injúria ou agressividade maior tendo em conta o TSE ou a minha pessoa", disse Mello após cerimônia de inauguração do Centro de Divulgação do Resultado das Eleições no início desta noite.
Na entrevista publicada pelo Jornal do Brasil, Mello disse que a crise política provocada pela suposta negociação em torno de um dossiê com informações contra candidatos do PSDB é "mais grave que o escândalo de Watergate".
Mello ponderou que sua declaração ao jornal precisa ser analisada dentro do contexto da conversa com os jornalistas e descartou haver necessidade de retratação.
"Não vejo no cenário mal entendido e, evidentemente, não cabe esse contato por iniciativa do presidente do TSE. Agora, no tribunal estarei de portas abertas à visita de quem quiser manter esse contato", afirmou.
Saiba Mais
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.