PSDB sugere impeachment de Lula após nova denúncia

Com informações do site do PSDB

Atualizada em 27/03/2022 às 14h16

BRASILIA - Depois da denúncia de novo escândalo de desvio de recursos públicos supostamente patrocinado pelo governo Lula e pelo PT, o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), pediu que os envolvidos vão para a cadeia e levantou a hipótese de impeachment do Presidente Lula.

A denúncia foi feita pela Revista Veja, no último fim de semana, que revela uma suposta tentativa de acobertar parecer do ministro Ubiratan Aguiar, do Tribunal de Contas da União (TCU). O relatório apontaria falta de comprovação em gastos de R$ 11 milhões da Secretaria de Comunicação do Governo (Secom) em 2005, então administrada por Luiz Gushiken e subordinada à Presidência da República, além de irregularidades na distribuição e confecção de dois milhões de cartilhas contendo propaganda da gestão petista e ataques ao governo FHC.

O TCU não havia conseguido comprovar que cerca de dois milhões de exemplares da cartilha tinham sido de fato produzidos. Diante da suspeita de desvio de recursos, a Secom apresentou a versão de que as agências de publicidade responsáveis pela publicação haviam entregado os exemplares diretamente aos diretórios municipais do PT e não a um órgão público como exige a Lei.

"Se mais esta irregularidade ficar comprovada, é caso de impeachment", defendeu Tasso. "Quando a gente pensa que acabou, esse governo volta a surpreender. Agora foram R$ 11 milhões que sumiram em uma publicação fajuta. É absolutamente horripilante".

Tasso chegou a defender uma investigação do próprio Senado Federal sobre o caso independentemente das eleições.

No seu parecer, Aguiar pede um processo de tomada de contas especial para apurar a responsabilidade do ex-ministro Luiz Gushiken e das empresas Duda Mendonça e Associados e Matisse. A primeira leva o nome do publicitário que confessou caixa dois para a campanha do presidente. A segunda é do publicitário Paulo de Tarso, amigo de longa data do presidente que fez as campanhas de 1989 e 1994. O voto de Aguiar ainda não foi analisado pelo Plenário do TCU em virtude de um pedido de vistas de outro ministro, Marcos Vilaça. Segundo Veja, Vilaça estaria manobrando para impedir a publicidade sobre o caso e atrasar o andamento do processo.

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