HIV mata mais mulheres do que homens

AgĂȘncia Notisa

Atualizada em 27/03/2022 Ă s 14h17

RIO - O vĂ­rus do HIV tem um impacto diferente em homens e mulheres. Esta foi a sĂ­ntese da pesquisadora Erika Ferraz de GouvĂȘa durante a mesa “Mulher e infecção por HIV”, no 44Âș Congresso do Hospital UniversitĂĄrio Pedro Ernesto. O evento que mistura conteĂșdo cientĂ­fico e atividades destinadas procurou enfocar neste ano temas ligados Ă  saĂșde da mulher.

De acordo com a Erika, o HIV evolui para AIDS com valor de carga viral menor e tempo de infecção menor que o dos homens. Outra desvantagem do sexo feminino sobre o masculino estå na taxa de mortalidade, que mostra que elas costumam morrer mais do que eles. Segundo a pesquisadora, 40% das mulheres infectadas em todo mundo não costumam ter o mesmo acesso à terapia do que os homens.

Ainda de acordo com a palestrante, os medicamentos utilizados no combate ao HIV também são mais tóxicos e provocam mais efeitos colaterais nas mulheres do que nos homens, chegando a levå-las a abandonar o tratamento. Isto acontece porque, apesar de necessitarem da mesma concentração de substùncia que eles, elas apresentam menor índice de massa corpórea, menor superfície de órgãos e maior concentração de gordura corporal.

Outro fator que tambĂ©m afeta a eficĂĄcia do tratamento das pacientes com HIV Ă© a demora em procurar atendimento mĂ©dico. A pesquisadora atribuiu o fato Ă  preocupação com a casa e os filhos que muitas vezes faz com que essas mulheres deixem a saĂșde em segundo plano. “É muito mais um problema social do que uma polĂ­tica de atendimento a mulher”, disse.

A mĂ©dica ainda comentou a realização do tratamento no perĂ­odo de gestação. Segundo ela, “ainda nĂŁo existem dados que comprovem que HIV pode piorar a gestação”.

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