Programa do PSDB faz ataque sutil ao presidente Lula

AgĂȘncia Estado

Atualizada em 27/03/2022 Ă s 14h20

SÃO PAULO - Um líder novo, honesto, que vem de família modesta, perdeu a mãe aos 10 anos, dava aulas para pagar a faculdade e que diz saber aonde quer chegar - assim Geraldo Alckmin foi apresentado no programa gratuito do PSDB exibido hoje à noite em cadeia nacional de televisão. O programa não teve nenhuma crítica a Lula, mas foi pontuado por estocadas sutis no petista. Deu grande destaque à profissão de Alckmin e disse que sua trajetória política foi influenciada pela morte de Juscelino Kubitschek, médico e político, como ele.

O nome do presidente Lula foi citado duas vezes. Uma quando o programa informou que, no governo paulista, Alckmin construiu 107 novos presĂ­dios, com 41 mil novas vagas; ao mostrar o presĂ­dio de segurança mĂĄxima de Presidente Bernardes, o locutor arrematou: “Foi aqui que ficou preso, a pedido do governo Lula, Fernandinho Beira-Mar.” Subliminarmente, o roteiro registra que, numa ĂĄrea sensĂ­vel para a população, Alckmin tem realizaçÔes a mostrar e Lula nĂŁo cumpriu as promessas que fez em 2002. A segunda citação de Lula foi para dizer que “o Brasil de Lula ficou para trĂĄs, apequenou-se”.

Para “nacionalizar” a figura de Alckmin, o programa recorreu a depoimentos de pessoas que nasceram em outros Estados, mas moram em SĂŁo Paulo. Falando para seus conterrĂąneos, elas exaltaram as realizaçÔes de Alckmin. Tratado apenas por “Geraldo”, o tucano foi festejado como um polĂ­tico que construiu uma biografia degrau a degrau, ganhando experiĂȘncia: vereador aos 19 anos, prefeito aos 23, deputado estadual, deputado federal duas vezes, vice-governador e governador de SĂŁo Paulo, apĂłs a morte de MĂĄrio Covas.

O programa desfiou realizaçÔes de Alckmin em SĂŁo Paulo, listando a construção de 19 hospitais, novos trechos do metrĂŽ, a recuperação do Rio TietĂȘ - a sua obra de maior visibilidade - e um programa habitacional apresentado como o maior da histĂłria do Brasil. Destacou o programa Renda CidadĂŁ e a criação de frentes de trabalho, vinculando a concessĂŁo de renda bĂĄsica Ă  criação de empregos para pessoas de baixa renda, como se fosse o antĂ­doto tucano para o Bolsa-FamĂ­lia federal.

A maior parte do programa foi gravada em Pindamonhangaba, terra natal de Alckmin, mostrando seus amigos de infĂąncia, professores e parentes, que prestaram depoimentos sempre emocionados, como o de NoĂȘmia. Ao lado da filha, hoje adulta, ela contou que teve o parto difĂ­cil pago e assistido pelo mĂ©dico que estava de plantĂŁo - o dr. Geraldo Alckmin. NoĂȘmia relatou o episĂłdio e finalizou, emocionada: “Como Ă© que a gente nĂŁo vai amar uma pessoa dessas?”

O programa apresentou um slogan - “igualdade, justiça e crescimento” - que ainda Ă© provisĂłrio; e resgatou um jingle que acompanhou Alckmin nas campanhas de 2000, para a Prefeitura paulistana, e 2002, para o governo estadual. O refrĂŁo Ă©: “Muito bom esse Geraldo.” Em sua fala final, Alckmin propĂŽs “um paĂ­s mais honesto” e “menos discurso e mais ação”. Garantiu: “DĂĄ pra fazer, mas se o governante nĂŁo der o exemplo, daqui a quatro anos o povo estarĂĄ decepcionado mais uma vez.”

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