BrasĂlia â As regras para as prĂłximas eleiçÔes e o combate ao financiamento ilegal de campanhas devem ser debatidas hoje (30) em uma reuniĂŁo entre o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco AurĂ©lio Mello, e integrantes do FĂłrum pela Moralidade Eleitoral. O fĂłrum Ă© composto por entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a ConferĂȘncia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Participam do encontro o coordenador do FĂłrum pela Moralidade Eleitoral, Fernando Neves, o presidente nacional da OAB, Roberto Busato, e o secretĂĄrio-geral da CNBB, dom Odilo Scherer. A reuniĂŁo de hoje estĂĄ prevista para ocorrer por volta das 18h30 no TSE.
Em entrevista Ă AgĂȘncia Brasil, na semana passada, Neves avaliou como positivas as alteraçÔes na legislação eleitoral aprovadas pelo TSE, mas disse estar preocupado com o fato de elas se darem em ano de eleiçÔes. "A alteração pode diminuir o custo da campanha. Agora, a alteração de qualquer regra que interfira no processo eleitoral a menos de um ano da campanha cria uma sensação de insegurança jurĂdica. O que nĂŁo Ă© bom", afirmou Neves.
Pelas medidas aprovadas pelo TSE, os partidos polĂticos estĂŁo proibidos de distribuir brindes, organizar "showmĂcios", realizar propagandas em outdoors e apresentar artistas nas campanhas. Para aumentar o controle sobre as contas, os partidos e candidatos serĂŁo obrigados a publicar relatĂłrios com os recursos recebidos para financiamento das campanhas e os gastos efetuados. Os documentos devem ser divulgados em 6 de agosto, 6 de setembro e depois das eleiçÔes.
Na semana passada, o ministro Marco AurĂ©lio Mello se reuniu com o ministro da Justiça, MĂĄrcio Thomaz Bastos, para discutir procedimentos que serĂŁo adotados nas eleiçÔes de outubro. No encontro ficou decido a formação de um grupo de trabalho formado pela Justiça Eleitoral, MinistĂ©rio PĂșblico Federal e PolĂcia Federal para traçar normas de atuação dos ĂłrgĂŁos em todo o paĂs que garantam a lisura do processo eleitoral.
Na oportunidade, Bastos ressaltou que a PolĂcia Federal sĂł atuarĂĄ mediante requisição da justiça eleitoral. "A nossa idĂ©ia Ă© que a PolĂcia Federal sĂł trabalhe mediante a requisição ou a determinação ou do MinistĂ©rio PĂșblico Eleitoral ou dos tribunais eleitorais. De modo que em uma campanha muito acirrada ela nĂŁo se veja avassalada, nĂŁo se veja tomada por solicitaçÔes meramente eleitorais", disse o ministro da justiça na semana passada.
O presidente do TSE tambĂ©m destacou, apĂłs o encontro, que a PF nĂŁo trabalharĂĄ por provocação de candidatos que se sintam ofendido, "mas sim por provocação do MinistĂ©rio PĂșblico â que Ă© o titular da ação penal eleitoral â e por provocação, se for o caso, do prĂłprio judiciĂĄrio".
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